O governo francês estima que 550 mil pessoas participaram das manifestações em todo o país, sendo 110 mil somente na capital, Paris. Por sua vez, a Confederação Geral do Trabalho estimou a presença de até 800 mil manifestantes.
Em Paris, confrontos ocorreram antes mesmo do início da marcha na Praça da República. Manifestantes violentos lançaram garrafas, pedras e fogos de artifício contra as forças de segurança. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral.
Os atos reuniram estudantes que organizam protestos há semanas, trabalhadores e integrantes do movimento dos "coletes amarelos", movimento de protesto social espontâneo que surgiu na França em 2018, inicialmente desencadeado pelo aumento dos preços dos combustíveis.
Também neste sábado, manifestações contra o custo de vida e os preços da moradia em outros países europeus, entre eles Portugal, Itália, Bélgica e Espanha.
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse que a dívida pública da França está próxima da marca de 120% do PIB, e as autoridades não têm um plano para contê-la, o que representa um sério problema para o país.
Protestos em massa, acompanhados por tumultos e confrontos entre manifestantes e policiais, ocorreram em várias cidades da França no início do mês.


