O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, discursou a apoiadores em São Paulo após o resultado do primeiro turno das eleições de 2026, que o deixou em segundo lugar na disputa pela Presidência, neste domingo (4).
Lula admitiu que esperava vencer já no primeiro turno e afirmou que o país entra agora na "prorrogação". Segundo ele, o segundo turno é a "prova dos nove" e uma "nova campanha" começa a partir de segunda-feira (5). O presidente disse que a campanha deve ouvir o recado do eleitorado e mudar de tom.
Um dos focos declarados é reconquistar quem não votou. Mais de 33,3 milhões de brasileiros se abstiveram, 21,07% do eleitorado. Lula disse que pretende convencer esse grupo de que seu projeto de país é superior ao de Flávio.
O presidente destacou duas frentes. A primeira é a defesa do projeto de país que ele e sua equipe consideram o melhor. Lula falou em desenvolvimento tecnológico e científico, exploração de terras raras e minerais críticos e crescimento da nova indústria.
Também citou a Margem Equatorial, a educação e a justiça social, e criticou a concentração de capital. Repetiu ainda a promessa de levar canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde (SUS) caso seja reeleito.
A segunda frente é o ataque à campanha adversária, que deve marcar os próximos 20 dias. Lula classificou a biografia de Flávio como "tenebrosa" e citou suspeitas ligadas a milícias, ao crime organizado e ao Banco Master.
Ele também mencionou as milícias do Rio de Janeiro e as execuções praticadas por esses grupos. "Bolsonaristas, se preparem, porque nós vamos derrotá-los". Antes, brincou que teria um dia de folga na segunda-feira e que a campanha ganharia ritmo na terça.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro comemorou o resultado, agradeceu os quase 56 milhões de votos e afirmou que o desempenho foi superior ao apontado por muitas pesquisas. O candidato do PL disse ver uma "possibilidade real" de vitória e classificou o resultado como o "fim da era do PT".


