Deputado do Rio volta a ser alvo da PF por suspeita de fraudes

Por Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil27/10/2026 às 14:597 visualizações
PF apura irregularidades em contratos no Rio de Janeiro
2ª fase da Operação Castratio investiga superfaturamento, direcionamento e fraude à licitação em contratos firmados entre o Governo do Rio de Janeiro e uma empresa privada; soma da contratação chega a cerca de R$ 200 milhões
Foto: Polícia Federal/Divulgação
PF apura irregularidades em contratos no Rio de Janeiro 2ª fase da Operação Castratio investiga superfaturamento, direcionamento e fraude à licitação em contratos firmados entre o Governo do Rio de Janeiro e uma empresa privada; soma da contratação chega a cerca de R$ 200 milhões Foto: Polícia Federal/Divulgação
Foto: © Polícia Federal/divulgação / Agencia Brasil

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O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) voltou a ser alvo da Polícia Federal, nesta terça-feira (27), na segunda fase da Operação Castratio. Os agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão na capital fluminense e em Niterói, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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O objetivo é de desarticular organização criminosa que fraudava contratos na Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (Seapa).

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O deputado, que era secretário de Agricultura na época das irregularidades, foi alvo na primeira fase da operação, em maio deste ano.

A PF apurou irregularidades em contratos feitos pelo governo do Rio de Janeiro que teriam favorecido ilegalmente a empresa Consuvet, criada meses antes de assinar um primeiro contrato com a Seapa, em julho de 2021.

Entre as irregularidades estão direcionamento, superfaturamento e fraude na licitação. De acordo com a PF, o valor total dos contratos, que têm como objetivo o serviço de castração/esterilização de animais, alcança cerca de R$ 200 milhões.

“Os fatos em apuração podem caracterizar os crimes de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de eventuais outros delitos que sejam revelados no decorrer das investigações”, diz a PF em nota.

Continuidade das investigações

A operação de hoje é uma consequência dos materiais recolhidos nessa primeira etapa. Agora, a ação é para apurar a extensão da organização criminosa e suas práticas ilegais.

Na primeira fase, havia 12 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, autorizados pelo ministro do STF, Flávio Dino. Naquele momento, o deputado teve o celular apreendido. 

Em endereços de outros alvos, a PF confiscou dinheiro vivo, carros e aparelhos eletrônicos.

A reportagem da Agência Brasil tentou contato com o deputado e com o gabinete dele na Câmara, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.  
 

Fonte
Agencia Brasil
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