Revivência promove integração e saúde entre aposentados da UFSM

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29/10/2026 às 14:162 visualizações
Atividade física e movimento fizeram parte da programação
Atividade física e movimento fizeram parte da programação
Universidade Federal de Santa Maria
Atividade física e movimento fizeram parte da programação
Atividade física e movimento fizeram parte da programação

O 13º Revivência – Encontro de Aposentados da UFSM reuniu cerca de 100 servidores aposentados nesta terça-feira (27). Organizado pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP), o evento promoveu atividades de integração e saúde e integrou a programação da Universidade em celebração ao Dia do Servidor Público, comemorado em 28 de outubro.

O encontro faz parte do programa Transformar o Hoje, criado em 2012, que reúne ações voltadas aos servidores em diferentes etapas da vida profissional e na preparação para a aposentadoria. Para a técnica em assuntos educacionais Daniela Huppes, da Coordenadoria de Saúde e Qualidade de Vida do Servidor (CQVS) da PROGEP, o principal objetivo é “ter um dia realmente de encontros, que os servidores aposentados possam retornar para a nossa instituição, relembrar as vivências aqui e encontrar os colegas”.

Estudantes realizam atendimentos durante atividades do Revivência
Estudantes realizam atendimentos durante atividades do Revivência

Atividades e convivência

“A gente não precisa esperar grandes coisas para agradecer. Grandes coisas para comemorar. Todo dia a gente pode encontrar motivos”, destacou Bárbara Guasso durante a palestra-show do XIII Revivência. A atividade abordou a gratidão e a maneira como as pessoas encaram o cotidiano, com momentos musicais e dinâmicas entre os participantes.

A programação também incluiu uma palestra sobre saúde auditiva, ministrada pela fonoaudióloga Liliane Razador Kerkhoff, e um almoço de confraternização no DTG Noel Guarany. À tarde, no Museu do Conhecimento da UFSM, os participantes acompanharam a atividade “Viver em Movimento: equilíbrio e autonomia na maturidade”, conduzida pelo educador físico Marlon Crestani, e o Circuito de Atividades Cognitivas e Funcionais, coordenado pela terapeuta ocupacional da UFSM Priscilla de Oliveira Reis.

A pedagoga Patrícia Nunes Pezzini, do Núcleo de Promoção de Saúde do Trabalho (NPSAT), participou com ações do programa Movimenta, que oferece atividades de promoção da saúde, incluindo turmas de pilates específicas para aposentados. Para ela, o Revivência ajuda a preservar o vínculo. “Eu acho que eles se sintam parte da UFSM novamente, porque, na verdade, eles nunca deixaram de fazer parte”, afirma.

Encontro anual preserva os laços entre antigos colegas e a UFSM.
Encontro anual preserva os laços entre antigos colegas e a UFSM.

Uma história com a universidade

A relação de José Francisco Silva Dias, conhecido como Juca, de 78 anos, com a UFSM começou em 1976, quando veio à instituição para uma especialização em natação. Após ingressar como servidor, em 1979, direcionou parte de sua trajetória ao trabalho com pessoas idosas. Em 1982, começou a desenvolver atividades físicas para esse público, experiência que contribuiu para a formação do Núcleo Integrado de Estudos e Apoio à Terceira Idade (NIEATI). A iniciativa promoveu atividades como natação, ginástica e caminhadas, além de projetos de convivência em Santa Maria, entre eles o Acampavida, que teve 19 edições.

Juca concluiu mestrado em Educação pela UFSM, em 1985, e doutorado na mesma área pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 1997. Segundo ele, sua atuação incluiu a orientação de mais de 300 pesquisas de estudantes e a participação em iniciativas voltadas à saúde das pessoas idosas.

Uma dessas iniciativas é o Revivência. Em 2012, quando era pró-reitor de Assuntos Estudantis, ele propôs o nome do encontro, que mantém os servidores aposentados próximos da instituição e dos colegas com quem compartilharam a vida profissional. Para ele, a continuidade da iniciativa reforça o papel de quem ajudou a construir a universidade. “Uma universidade vive de pessoas”, afirma.

Mesmo após a aposentadoria, Juca continua a estudar o envelhecimento humano, acompanha grupos de pessoas idosas e presta consultoria a academias. Também integra a banda de rock Old Bikers, que realiza apresentações beneficentes para arrecadar recursos destinados à compra de fraldas para instituições de acolhimento de idosos e para ajudar crianças e adultos em tratamento contra o câncer. Ao falar sobre sua área de atuação, resume a importância de pensar no envelhecimento ao longo de toda a vida: “A velhice a gente constrói desde cedo”.

Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Mathias Ilnicki, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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Universidade Federal de Santa Maria
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