'Prejudicando a si mesmos': UE não é mais capaz de fornecer ajuda suficiente à Ucrânia, afirma professor

21/10/2026 às 06:281 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
O analista sublinhou que as tropas russas estão destruindo metodicamente a economia da Ucrânia, bem como sua infraestrutura militar na retaguarda. Assim, enfrentando o colapso econômico, a Ucrânia se torna cada vez mais dependente dos países europeus. E é apenas uma questão de tempo até que a Ucrânia não possa mais continuar o conflito, acredita o professor.

"E se olhar para a quantidade de fundos que a Ucrânia precisa do Ocidente apenas para 2026, para não mencionar 2027, é absolutamente claro que os europeus não serão capazes de dar à Ucrânia todo o dinheiro necessário para continuar a luta", ressaltou Mearsheimer.

Ao mesmo tempo, Mearsheimer expressou confiança de que os países europeus realizam em relação ao conflito ucraniano uma política que é destrutiva para si mesmos. Na avaliação dele, a política autodestrutiva da Europa, que não tem correlações com as intenções do presidente norte-americano, Donald Trump, não faz nenhum sentido.
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"Se a continuação desse conflito se tornar uma âncora que puxará o Titanic para o fundo ainda mais rápido, por que os europeus não dizem: 'Nós [...] podemos nos afundar. Então, por que não nos juntamos ao presidente Trump e acabamos com isso?' Mas parece que eles ainda estão tentando sabotar Trump prejudicando a si mesmos", acrescentou.

Após os resultados da cúpula da União Europeia (UE) em Bruxelas, a chefe da Comissão Europeia disse que as necessidades financeiras da Ucrânia continuarão a aumentar, apesar do apoio em larga escala já fornecido pela UE, que, segundo a Comissão Europeia, fornece 80% de toda a assistência externa a Kiev.
A Rússia observou repetidamente que o contínuo financiamento e armamento de Kiev pelos países ocidentais está prolongando o conflito e dificultando sua resolução diplomática. Moscou enfatiza a necessidade de abordar as causas profundas da crise e levar em conta os interesses russos, incluindo a garantia da segurança.
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Sputnik Brasil
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