Em julho, vendas no varejo caem 0,8%

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Na Joao Carlos de Melo Miranda Rodrigues03/12/2001 às 00:000 ra'ayi
Agencia IBGE

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Em julho de 2026, o volume de vendas no comércio varejista caiu 0,8% frente a junho, na série com ajuste sazonal, após variação de 0,3% em junho de 2026. Com isso, a média móvel trimestral para o varejo variou -0,1% no trimestre encerrado em julho de 2026, após registrar -0,2% no trimestre encerrado em junho.

Período Varejo Varejo Ampliado
Volume de vendas Receita nominal Volume de vendas Receita nominal
Julho / Junho* -0,8 -0,6 0,4 0,6
Média móvel trimestral* -0,1 0,1 -0,3 0,1
Julho 2026 / Julho 2025 1,2 5,2 1,8 4,9
Acumulado 2026 1,8 4,8 1,9 4,0
Acumulado 12 meses 1,6 4,8 1,2 3,7
*Série COM ajuste sazonal
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas

Frente a julho de 2025, o volume de vendas do varejo cresceu 1,2%, após alta de 2,8% em junho. No ano, o varejo acumula alta de 1,8 % e, nos últimos 12 meses, de 1,6%.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças; Material de construção e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas em junho mostrou variação de 0,4% frente ao mês imediatamente anterior, após queda de 1,1% em junho de 2026. Com isso, a média móvel trimestral para o varejo ampliado variou -0,3% no trimestre encerrado em julho, depois do recuo de 0,8% no trimestre encerrado em junho de 2026.

Frente ao mesmo mês de 2025, o varejo ampliado cresceu 1,8% após crescer 4,9% em junho de 2026. No ano, o setor avançou 1,9% e, nos últimos 12 meses, 1,2%. A queda no volume de vendas do comércio varejista na passagem de junho para julho de 2026, na série com ajuste sazonal, teve 5 atividades com variação negativa e 3 com variações positivas. No campo negativo, vieram Móveis e eletrodomésticos (-4,9%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,2%), Tecidos, vestuário e calçados (-2,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%). No campo positivo, destacaram-se Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%) e Combustíveis e lubrificantes (0,3%).

No comércio varejista ampliado, houve variação no campo positivo para os dois setores adicionais: Veículos e motos, partes e peças (0,3%) e Material de construção (0,7%).

ATIVIDADES MÊS/MÊS ANTERIOR (1) MÊS/IGUAL MÊS
DO ANO ANTERIOR
ACUMULADO
Taxa de
Variação (%)
Taxa de
Variação (%)
Taxa de
Variação (%)
MAI JUN JUL MAI JUN JUL NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) 0,2 0,3 -0,8 0,7 2,8 1,2 1,8 1,6
1 - Combustíveis e lubrificantes 1,0 -1,8 0,3 2,0 1,3 -0,5 1,7 1,1
2 - Hiper, supermercados, prods. alimentícios, bebidas e fumo -1,4 1,0 -0,2 -0,4 2,1 2,9 1,6 0,9
2.1 - Super e hipermercados -1,8 1,0 -0,1 -0,4 2,1 2,9 1,6 1,0
3 - Tecidos, vest. e calçados 3,4 -3,2 -2,7 3,6 -1,7 -4,7 -0,9 -1,4
4 - Móveis e eletrodomésticos 2,2 0,1 -4,9 1,9 7,4 -3,7 2,6 3,9
4.1 - Móveis - - - -1,4 2,7 -2,7 -2,4 -3,4
4.2 - Eletrodomésticos - - - 3,3 9,4 -3,6 4,6 6,6
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria 1,3 0,2 0,6 2,5 6,1 4,7 4,6 5,1
6 - Livros, jornais, rev. e papelaria 17,3 -11,7 -4,2 22,6 12,6 -1,7 3,5 2,4
7 - Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação -1,7 -1,3 0,6 -4,1 2,2 2,5 5,0 7,7
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico -0,2 1,4 -2,2 0,4 5,0 -2,3 1,2 1,7
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) -0,3 -1,1 0,4 -0,4 4,9 1,8 1,9 1,2
9 - Veículos e motos, partes e peças 1,9 -1,3 0,3 2,1 11,8 5,0 3,2 0,1
10- Material de construção 2,0 -3,2 0,7 -1,7 0,6 -2,0 -1,0 -1,7
11- Atacado Prod.Alimen.,Beb. e Fumo       -7,9 7,5 2,1 1,9 2,6
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas
(1) Séries com ajuste sazonal.
(2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8.
(3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10

Frente a julho de 2025, cinco atividades registram queda

Em julho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o comércio varejista registrou 3 atividades no campo positivo e 5 no campo negativo: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,7%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,9%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,5%), Combustíveis e lubrificantes (-0,5%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,3%), Móveis e eletrodomésticos (-3,7%) e Tecidos, vestuário e calçados (-4,7%). A leitura positiva apareceu no varejo ampliado, com duas das atividades em crescimento e uma em queda: Veículos e motos, partes e peças (5,0%), Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,1%) e Material de construção (-2,0%).

ATIVIDADES MÊS/MÊS
ANTERIOR (1)
MÊS/IGUAL MÊS
DO ANO ANTERIOR
ACUMULADO
Taxa de
Variação (%)
Taxa de
Variação (%)
Taxa de
Variação (%)
MAI JUN JUL MAI JUN JUL NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) 0,1 0,7 -0,6 4,7 7,0 5,2 4,8 4,8
1 - Combustíveis e lubrificantes -1,1 -2,1 -0,8 12,4 11,8 8,7 8,9 6,1
2 - Hiper, supermercados, prods. alimentícios, bebidas e fumo -0,9 1,6 -0,1 3,0 5,7 6,1 3,7 4,0
2.1 - Super e hipermercados -2,0 2,0 -0,4 3,0 5,6 6,1 3,7 4,0
3 - Tecidos, vest. e calçados 7,9 -6,5 -1,8 7,2 1,3 -2,0 2,5 2,3
4 - Móveis e eletrodomésticos 1,8 1,1 -4,3 0,6 6,4 -4,1 0,8 2,0
4.1 - Móveis - - - 0,9 5,4 -0,7 -0,1 -0,7
4.2 - Eletrodomésticos - - - 0,5 6,7 -5,2 1,1 2,8
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria 1,9 0,3 0,8 7,7 11,0 9,6 9,9 10,3
6 - Livros, jornais, rev. e papelaria 25,3 -8,6 -6,8 26,3 16,4 1,1 7,1 6,5
7 - Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação -0,4 -1,4 1,3 -2,0 4,0 6,0 5,4 6,8
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico 0,5 1,7 -1,9 4,8 9,6 1,5 5,3 5,9
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) 0,4 -0,8 0,6 2,5 8,1 4,9 4,0 3,7
9 - Veículos e motos, partes e peças 1,6 -2,6 1,5 2,1 11,7 4,7 3,6 1,2
10- Material de construção 2,5 -2,5 1,2 2,8 5,7 3,6 3,2 2,0
11- Atacado Prod.Alimen.,Beb. e Fumo       -6,3 9,8 4,7 1,9 3,1
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas
(1) Séries com ajuste sazonal.

O setor de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria cresceu 0,6% em relação ao mês anterior, depois de variar 0,2% na passagem de maio para junho. No indicador interanual, o crescimento foi de 4,7% frente a julho de 2025, 41º mês consecutivo de crescimento. A atividade teve a segunda maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo, somando 0,5 p.p. ao total de 1,2%. No acumulado do ano, a atividade teve ganhos de 4,6% até julho e, nos últimos 12 meses, de 5,1% em relação aos 12 meses anteriores.

A atividade de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou variação de -0,2% frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, após 1,0% de crescimento de maio para junho. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a alta foi de 2,9%, acima da registrada em junho (2,1%), representando o segundo resultado positivo consecutivo. Em termos interanuais, a atividade teve a maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo, somando 1,6 p.p. ao total de 1,2%. O resultado acumulado avançou 1,6% no ano e 0,9% em 12 meses.

O agrupamento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação teve crescimento de 0,6% entre junho e julho de 2026. Esse é o primeiro resultado positivo desde março, quando teve alta de 4,6%. A variação interanual em julho também foi positiva (2,5%), sucedendo alta de 2,2% no mês anterior. Considerando o período acumulado, a atividade cresceu 5,0% no ano e 7,7% nos últimos 12 meses.

No segmento de Combustíveis e lubrificantes, em relação a junho, a série com ajuste sazonal apontou alta de 0,3% em julho, invertendo sinal em relação ao mês anterior: -1,8%. Na visão interanual, em junho, as vendas ficaram 0,5% abaixo do patamar de julho de 2025, primeira queda após quatro meses de resultados positivos: 7,8% em março, 1,7% em abril, 2,0% em maio e 1,3% em junho. No acumulado do ano, o saldo mostra alta de 1,7%; em 12 meses, o resultado também indica ganhos: 1,1% até julho.

O setor de Livros, jornais, revistas e papelaria caiu 4,2% na passagem de junho para julho, segunda queda consecutiva (-11,7% na passagem de maio para junho). Os últimos dois resultados negativos foram influenciados pela alta em maio, de 17,3%, maior amplitude no campo positivo desde março de 2025. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a atividade apresentou queda em julho (-1,7%) após dois meses de crescimento expressivo: 22,6% em maio e 12,6% em junho. No acumulado do ano, a atividade avançou 3,5% e, nos últimos 12 meses, 2,4%.

A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico caiu 2,2% frente ao mês imediatamente anterior, terceiro resultado negativo nos últimos quatro meses (a única alta do período foi na passagem de maio para junho: +1,4%), considerando a série com ajuste sazonal. Assim como na margem, o indicador interanual registrou queda (-2,3%) na comparação com julho de 2025. O resultado acumulado aponta alta de 1,2% no ano; em 12 meses, os ganhos foram de 1,7% até julho 2026.

O agrupamento de Móveis e eletrodomésticos teve, entre junho e julho de 2026, a maior queda (-4,9%) desde dezembro de 2023 (- 6,6%). A variação interanual também foi negativa: -3,7% em julho de 2026 em relação ao mesmo mês de 2025, sucedendo quatro meses consecutivos de alta: 6,3% em março, 2,6% em abril, 1,9% em maio e 7,4% em junho. Além disso, a atividade obteve a segunda maior contribuição no campo negativo para o resultado do varejo, com -0,3 p.p. na composição da taxa global de 1,2%. Considerando o período acumulado, a atividade registrou alta de 2,6% no ano e de 3,9% nos 12 meses.

No segmento de Tecidos, vestuário e calçados, em relação a junho, a série com ajuste sazonal apontou queda de 2,7%, segunda consecutiva (-3,2% em junho). As vendas ficaram 4,7% abaixo do patamar de julho de 2025, ante queda de 1,7% em junho. Adicionalmente atividade registrou a maior contribuição no campo negativo para o resultado do varejo, com -0,3 p.p. na composição da taxa global de 1,2%. No acumulado do ano, o saldo mostra perdas de 0,9%; no acumulado em 12 meses, o resultado também indica queda: -1,4%.

No âmbito do varejo ampliado, o setor de Veículos e motos, partes e peças apresentou variação positiva de 0,3% na passagem de junho para julho após registrar queda de 1,3% em junho, na série com ajuste sazonal. Comparando com julho de 2025, a atividade apresentou alta de 5,0% nas vendas, quinto mês seguido de crescimento. A atividade teve a maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo ampliado, somando 1,0 p.p. ao total de 1,8%. No acumulado do ano, a atividade acumula alta de 3,2%. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor avançou 0,1% em julho, voltando a registrar resultado positivo pela primeira vez desde setembro de 2025 (0,3%).

O agrupamento de Material de construção teve crescimento de 0,7% entre junho e julho, invertendo o sinal em relação ao apontamento de junho (-3,2%). Na comparação interanual, o segmento apresentou queda de -2,0% em julho de 2026, sucedendo alta de 0,6% no mês anterior. A atividade teve a maior contribuição no campo negativo para o resultado do varejo ampliado, com -0,2 p.p. na composição da taxa global de 1,8%. Considerando o período acumulado, a atividade registrou queda de 1,0% no ano e de 1,7% nos últimos 12 meses.

A atividade de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou alta de 2,1% na comparação com julho de 2025, depois de alta de 7,5% em junho. A atividade teve a segunda maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo ampliado, somando 0,3 p.p. ao total de 1,8%. O resultado acumulado aponta alta de 1,9% no ano; em 12 meses, a taxa é positiva em 2,6%.

Comércio varejista cai em 20 das 27 Unidades da Federação entre junho e julho

Na passagem de junho para julho de 2026, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista recuou em 20 das 27 unidades da federação, com destaque para: Amapá (-2,5%), Tocantins (-2,5%) e Mato Grosso (-2,2%). Por outro lado, 6 unidades da federação tiveram resultados positivos, com destaque para: Espírito Santo (3,0%), Sergipe (1,3%) e Rondônia (1,1%). Alagoas (0,0%) mostrou estabilidade.

Para essa mesma comparação, no comércio varejista ampliado, houve resultados negativos em 16 das 27 unidades da federação, com destaque para: Goiás (-2,5%), Mato Grosso (-1,9%) e Pernambuco (-1,8%). No lado positivo, figuraram 11 unidades da federação, com destaque para: Mato Grosso do Sul (3,6%), Distrito Federal (2,8%) e Sergipe (2,7%).

Frente a julho de 2025, o comércio varejista avançou em 21 das 27 unidades da federação, com destaque para: Espírito Santo (8,5%), Pernambuco (7,1%), Acre (6,6%) e Distrito Federal (6,6%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuraram seis UFs: Amapá (-4,4%), Mato Grosso (-3,1%) e Pará (-1,7%). Para o mesmo indicador, no comércio varejista ampliado, houve resultados positivos em 24 das 27 unidades da federação, com destaque para: Mato Grosso do Sul (10,9%), Distrito Federal (7,5%) e Pernambuco (6,1%). No campo negativo, figuraram três UFs: Mato Grosso (-7,4%), São Paulo (-0,1%) e Sergipe (-0,1%).

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