Educação, saúde e esporte: CEFD da UFSM sedia quarta edição de simpósio internacional

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16/10/2026 às 19:416 visualizações
Evento aconteceu entre a quarta e a quinta-feira, dias 14 e 15, com 88 trabalhos apresentados
Evento aconteceu entre a quarta e a quinta-feira, dias 14 e 15, com 88 trabalhos apresentados
Universidade Federal de Santa Maria
Evento aconteceu entre a quarta e a quinta-feira, dias 14 e 15, com 88 trabalhos apresentados
Evento aconteceu entre a quarta e a quinta-feira, dias 14 e 15, com 88 trabalhos apresentados

Entre a quarta e a quinta-feira (14 e 15), o Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da UFSM sediou o IV Simpósio Internacional de Educação Física: Educação, Saúde e Esporte. Ao longo dos dois dias, cerca de 370 estudantes de graduação e pós-graduação puderam assistir a palestras e participar de workshops ministrados por professores da própria instituição e ainda de universidades estrangeiras.

Ao todo, foram apresentados 88 trabalhos. O evento foi organizado pelo CEFD, em parceria com o Centro de Educação, e com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento e Reabilitação. A coordenação ficou a cargo das docentes do Departamento de Métodos e Técnicas Desportivas, Daniela Lopes e Luciana Palma.

O Simpósio aconteceu pela primeira vez em 2019, teve outras edições em 2022 e em 2024 e busca celebrar as parcerias e os acordos internacionais que a UFSM mantém por meio do CEFD. Neste ano, por exemplo, participaram os professores Reiner Hildebrandt-Stramann e Peter Düking, da Universidade de Braunschweig, na Alemanha, Nicolás Júlio Bores Calle, da Universidade de Valladolid, na Espanha, e Renata Willig, do Instituto Piaget, em Portugal

Outro intuito do evento é proporcionar aos estudantes o acesso aos pesquisadores estrangeiros e à ciência produzida fora do Brasil, uma vez que dificuldades econômicas ou até mesmo barreiras linguísticas podem impedir esse contato sem o incentivo da Universidade. “No Simpósio, os acadêmicos podem conhecer um pouco desses estudos sem precisar se deslocar para o exterior e ainda serem estimulados junto dos professores a fazerem trabalhos em conjunto, o que impacta o conhecimento deles e, consequentemente, a formação profissional”, destacou a coordenadora Daniela.

Uma formação de mente aberta

Como o nome indica, o Simpósio busca unir as seguintes áreas: educação, saúde e esporte. Às vezes, conforme explica a professora, os assuntos podem parecer não ter “nada a ver” e os alunos, por acharem que não terão contato com algum dos três campos, entendem que devem focara apenas no que mais gostam. A realidade, porém, é que os temas não conseguem mais ser separados.

“Lembro que, quando eu estava na graduação, pensava: ‘ah, isso aqui eu nunca vou trabalhar, vou focar só nisso’. Na vida real, não é assim que funciona: a gente tem que trabalhar com tudo e, naturalmente, integrar essas áreas. É importante que os nossos acadêmicos percebam que, com suas características individuais, educação, saúde e esporte podem estar em um mesmo contexto, e que na vida profissional deles isso vai estar sempre junto. A ideia é que a gente forme pessoas com a mente mais aberta”, declarou Daniela.

O sedentarismo, por exemplo, é um dos grandes problemas de saúde atualmente – a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um terço da população mundial adulta sofre é sedentária. Para a professora, o combate a esse cenário passa pela formação ainda na infância. “Nós, que trabalhamos bastante com esporte, sabemos como ele impacta a educação de uma criança e o futuro da saúde dela, porque ela vai passar a ser uma pessoa ativa ou não, dependendo do que trabalhamos com ela”, afirmou.

Estudantes que participaram apontaram a vasta pluralidade de temas nos artigos
Estudantes que participaram apontaram a vasta pluralidade de temas nos artigos

Diversidade de temas

Entre os acadêmicos presentes no Simpósio, a estudante de Educação Física – Bacharelado, Eduarda Dahlke, apresentou o artigo “Desempenho cognitivo e físico em atletas de diferentes categorias femininas do voleibol de base”. Ela revela que, ao saber do evento, sentiu que ‘não poderia ficar de fora’ pela oportunidade de apresentar e conhecer trabalhos . “É um espaço em que a gente compartilha diversas áreas. É muito importante tê-lo aqui dentro, principalmente para quem busca construir currículo dentro da universidade”, falou.

O mestrando em Ciências do Movimento e Reabilitação, Artur Gindri, levou o estudo “Capacidade corporal compulsória e inclusão no esporte”. Para ele, a possibilidade de estar perto de outros trabalhos é o grande ponto positivo de eventos como esse. “acho interessante ter esse conhecimento e, além disso, poder expor um pouco do meu para outras pessoas, para que elas tenham um vislumbre do que a gente trabalha aqui dentro também”.

Já Stefani Miranda, graduada em Educação Física – Bacharelado pela URI, é residente na Fundação Municipal de Saúde de Santa Rosa da Unijuí e veio ao campus da UFSM apresentar o artigo “A percepção de pacientes ostomizados da Atenção Primária à Saúde em relação ao Exercício Físico”. Ela destaca a variedade de temas das pesquisas e cita a relação do esporte com a saúde um dos diferenciais do Simpósio.

“Percebo que a Educação Física tem saído muito daquela bolha da musculação que a gente estava acostumado a ver. Há muitos trabalhos incríveis, muito relevantes, com estudos dos mais variados assuntos. Isso é muito importante para a nossa área, porque precisamos conquistar espaço com pessoas que tenham instrução para ajudar outras pessoas por meio do movimento e das práticas corporais. Nossa área precisa continuar crescendo, aumentando o número de profissionais e o conhecimento, que são muito importantes para a nossa sociedade.

Outra pesquisa relacionada à saúde foi desenvolvida pela acadêmica de Fisioterapia, Rafaela Montiel, com o tema: “Tabagismo, prática de atividade física e sintomas cardiorrespiratórios em estudantes universitários” – cujo formulário de participação segue aberto. Ela fala que se sentiu acolhida no evento, por poder apresentar um trabalho da área da saúde. “Nossa pesquisa tem tudo a ver com a Educação Física. Nos sentimos bem representados”, garantiu.

A coordenadora da quarta edição do Simpósio, Daniela Lopes, afirmou que “se tudo der certo, teremos a quinta edição daqui a dois anos”, com a proposta de seguir impactando a formação profissional dos alunos. “Espero que os estudantes da universidade participem cada vez mais e que os docentes também organizem eventos assim, porque agrega muito, transmite conhecimento e junta diferentes pessoas”.

Texto: Pedro Pereira, jornalista, e Jaíne Cristofari, acadêmica de Jornalismo e bolsista das Rádios UFSM

Fotos: Pedro Pereira

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Universidade Federal de Santa Maria
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