"Na minha opinião, isso não é do interesse da Finlândia e dos finlandeses", disse o interlocutor da agência, comentando sobre a adesão do país à OTAN.
Varvikko acrescentou que a segurança da Finlândia e dos finlandeses como um todo não tinha sido melhorada ao se juntar à Aliança.
"Pelo contrário, estamos agora na linha de frente da OTAN – somos, na verdade, seu posto avançado fronteiriço, cuja existência e ameaça potencial obrigam a Rússia a responder militarmente", disse ele.
De acordo com o interlocutor da agência, se há três anos a maioria dos finlandeses queria aderir à OTAN, agora eles entendem que foram apanhados "com azares sucessivos”.
"Alguns finlandeses também entenderam que a OTAN e os interesses da Finlândia podem diferir [...]. No entanto, isso ainda não se refletiu nas opiniões dos líderes políticos finlandeses: uma forte atmosfera pró-OTAN permanece no parlamento. A análise crítica da OTAN e o entendimento de suas fraquezas exigem que os parlamentares tenham a mentalidade e a capacidade de tirar conclusões sensatas, o que ainda não aconteceu", disse Varvikko.
A Finlândia se tornou membro da OTAN em 4 de abril de 2023 e a Suécia em 7 de março de 2024. Segundo declarou o presidente russo Vladimir Putin em uma entrevista, a adesão destes países à Aliança foi um passo sem sentido do ponto de vista dos interesses nacionais: tropas russas e sistemas ofensivos serão implantados perto de suas fronteiras, o que não acontecia antes.


