Mídia: enxames de drones lançados por aviões de carga se tornam nova aposta da Força Aérea dos EUA

09/09/2026 às 15:2025 Aufrufe
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
A Força Aérea dos EUA planeja converter aeronaves de carga em plataformas capazes de lançar enxames de drones controlados por inteligência artificial (IA), que atuariam na defesa autônoma de bases e aeronaves estacionadas. A iniciativa, apresentada em um edital do Programa de Pesquisa para Inovação em Pequenas Empresas (SBIR, na sigla em inglês), busca criar sistemas de rápida implantação que ampliem a proteção em ambientes de ameaça crescente.
De acordo com um portal especializado, o projeto prevê que aviões de transporte funcionem como "naves-mãe", realizando missões de inteligência, vigilância e reconhecimento em grandes altitudes, modelo já demonstrado pela DARPA em 2021, quando um C-130 recuperou um drone Gremlin em pleno voo. Até aviões-tanque KC-135 são considerados para desempenhar esse papel.
Outra frente é reforçar a autoproteção das unidades de mobilidade aérea, especialmente em cenários contestados — uma necessidade evidenciada por ataques iranianos que danificaram aeronaves norte-americanas no golfo Pérsico. Paralelamente, enxames de drones atuariam na defesa perimetral de bases avançadas.
O SBIR afirma que aviões de transporte podem ganhar superioridade operacional com capacidades orgânicas de vigilância e defesa, enquanto bases avançadas se beneficiariam de redes autônomas de proteção. O avanço tecnológico permitiu que o programa pulasse diretamente para a Fase II, já que a coordenação de múltiplos drones por IA é considerada domínio consolidado no setor privado.
Na Fase II, contratados deverão demonstrar lançamentos de enxames em altitude operacional e a capacidade dos drones de monitorar e defender autonomamente perímetros usando sensores visuais e térmicos. O mesmo software de IA deverá operar tanto no voo coordenado pós-lançamento quanto na vigilância terrestre, afirma a apuração.
A segurança cibernética é central para a questão, já que o sistema deve empregar comunicações militares criptografadas, substituindo links vulneráveis para impedir invasões e garantir comando e controle seguros. O programa também prevê aplicações civis na Fase III, como apoio à Guarda Nacional em desastres naturais.

Entre os usos potenciais estão redes de sensores para busca e salvamento, vigilância de fronteiras e até operações da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dentro de furacões.

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