"As consequências não afetam apenas os níveis atuais de preços, mas também terão impacto nas colheitas das temporadas seguintes, levando à redução da produção e do abastecimento de alimentos no segundo semestre de 2026 e em 2027", afirmou Kobiakov.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos no Irã e, em meados de junho, Teerã e Washington assinaram um memorando para interromper as hostilidades, mas posteriormente voltaram a trocar ataques. Atualmente, o conflito continua sem solução.
A escalada do conflito levou o transporte marítimo pelo estreito de Ormuz a praticamente parar. A via é uma das principais rotas de abastecimento do mercado mundial de petróleo, derivados e gás natural liquefeito. Como resultado, os preços dos combustíveis subiram na maioria dos países do mundo.
No último fim de semana, o Irã enviou uma mensagem aos Estados Unidos apresentando sete condições para a abertura do estreito de Ormuz, informou a agência de notícias iraniana Tasnim, citando uma fonte familiarizada com o assunto. "Até que essas sete condições, aprovadas pelas principais autoridades do Irã, sejam atendidas, o estreito de Ormuz permanecerá fechado", disse a fonte à agência.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã também havia anunciado que Teerã realizaria uma reunião nesta segunda-feira (14), em Omã, para discutir rotas seguras para a navegação comercial na região.


