"As relações entre o Brasil e a Rússia são muito sólidas, são tradicionais e elas têm fundamentos muito concretos na economia, no comércio e nos investimentos entre os dois países, mas também no papel que cada um dos dois países, Brasil e Rússia, desempenha na economia global", afirmou.
Para Rodrigues, essa importância permite que Brasília e Moscou contribuam para a estabilidade econômica internacional ao defenderem relações comerciais abertas e se posicionarem contra medidas unilaterais de pressão.
"São dois países que têm uma importância sistêmica para a segurança alimentar e energética global. Então, a relação econômica entre o Brasil e a Rússia fornece essa base sobre a qual nós podemos contribuir para a economia mundial, como dois países que defendem mercados abertos, que são contra a aplicação de sanções unilaterais", disse.
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Aliado a isso, o embaixador ressaltou o aumento das trocas comerciais entre Brasil e Rússia, que chegaram a quase US$ 11 bilhões (R$ 56,5 bilhões) no ano passado. "São poucos países com os quais o Brasil tem um comércio acima desse montante. Então, a Rússia está ali entre os nossos parceiros comerciais importantes", afirmou.
Segundo Rodrigues, os dois países já trabalham para diversificar a balança comercial e ampliar a participação de produtos industriais e de maior valor agregado, contribuindo de forma mútua com as economias tanto da Rússia quanto do Brasil. Entre os setores avaliados estão máquinas agrícolas, equipamentos médicos e odontológicos e produtos farmacêuticos.
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Influenciadores aproximam sociedades
Além do comércio, o diplomata destacou o papel de influenciadores brasileiros e russos na aproximação entre as duas sociedades. Segundo ele, os conteúdos produzidos por essas pessoas ajudam a mostrar a realidade dos dois países e a combater estereótipos.
"Essas pessoas que fazem esses influenciadores desempenham um papel muito importante, porque eles ajudam justamente a quebrar os estereótipos, mostrar como é que é a realidade em cada um dos países", afirmou.
Rodrigues ressaltou que a diplomacia pode aproveitar essa contribuição, mas não deve tentar substituir a linguagem própria desses canais.
"Nós não podemos ter a pretensão, eu creio, de nos substituirmos a esse tipo de linguagem, porque é um canal específico, é um público específico e uma linguagem também muito específica, mas que é muito útil", concluiu.

