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A USP é a universidade mais lembrada espontaneamente pelos brasileiros. É o que revela uma pesquisa inédita sobre percepção de marca realizada com cerca de 2 mil pessoas, entre integrantes da comunidade USP e representantes da sociedade em geral. No levantamento, a USP alcançou 10% de Top of Mind, mais que o dobro da segunda instituição mais lembrada.
Os resultados confirmam a relevância da reputação da Universidade, associada principalmente à excelência acadêmica, à qualidade e à produção de conhecimento. Entre o público externo, 74% das primeiras palavras associadas à USP são positivas. Para 66%, a Universidade reúne os melhores professores do País, enquanto 69% consideram que os profissionais formados pela USP são os mais bem capacitados.
A pesquisa, no entanto, indica que embora a USP seja amplamente reconhecida por sua qualidade, parte significativa da população ainda desconhece aspectos fundamentais da instituição. Na classe C, 32% dos entrevistados não souberam responder se o ensino da USP é gratuito. Entre os entrevistados da classe B, esse percentual foi de 19%.

Os dados revelam uma distância entre o prestígio da Universidade e a percepção de acesso a ela. “É como se o patrimônio reputacional extraordinário da USP ainda não tivesse se convertido plenamente em conexão social”, observam Moacir de Miranda Oliveira Jr., professor da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da USP e diretor-presidente do Fundo Patrimonial da USP, e Marcos Machado, sócio fundador da TopBrands Consultoria de Branding, responsáveis pelo estudo.
A pesquisa também identificou que equipamentos e instituições de grande relevância para a sociedade brasileira são pouco associados à Universidade. É o caso do Museu do Ipiranga, do Instituto do Coração (InCor) e do Hospital das Clínicas, que fazem parte da estrutura da USP, mas nem sempre são reconhecidos pela população como integrantes da Universidade.
A excelência acadêmica e a pesquisa aparecem como os principais pilares da imagem da Universidade. Para o público externo, as expressões mais associadas à USP são “excelência” e “alta qualidade”. As menções negativas representam apenas 7% das respostas, enquanto a associação da Universidade a um suposto “viés político” aparece em apenas 3% dos entrevistados.
Entre a comunidade interna, a percepção é ainda mais positiva. 89% afirmam sentir orgulho de pertencer à USP, enquanto 95% associam a Universidade a respeito e admiração. Para 91% dos integrantes da comunidade USP, os profissionais formados pela instituição são mais bem capacitados, e 89% consideram que a Universidade possui os melhores professores e profissionais do país.

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Sobre a pesquisa
Encomendada pelo Fundo Patrimonial da USP (FPUSP), a pesquisa foi realizada em parceria com a TopBrands Consultoria de Branding e contou com o apoio do Instituto QualiBest, que doou o campo para a coleta de dados junto à sociedade.
O estudo teve etapas qualitativa e quantitativa e reuniu mais de 2 mil participantes. Na pesquisa quantitativa com o público externo, foram entrevistados 1.272 brasileiros, de diferentes regiões do país, entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.
Para o Fundo Patrimonial da USP, compreender como a Universidade é percebida é também uma forma de identificar caminhos para fortalecer sua relação com a sociedade. “Os resultados mostram que a USP já possui um patrimônio reputacional extraordinário. O desafio agora é transformar esse reconhecimento em maior proximidade, participação e compromisso da sociedade com o futuro da Universidade”, afirma o diretor-presidente do fundo.
O Fundo Patrimonial da USP é uma estrutura criada para mobilizar recursos privados e construir um patrimônio de longo prazo em benefício da Universidade. Por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas, os recursos são investidos e os rendimentos destinados a projetos estratégicos nas áreas de ensino, ciência e inovação. Um dos exemplos dessa atuação é o Fundo USP Diversa, fundo de propósito específico voltado à sustentabilidade do Programa USP Diversa, que oferece bolsas de permanência a estudantes de graduação, egressos do ensino público e PPI (pretos, pardos e indígenas), em situação de vulnerabilidade socioeconômica. As bolsas são fundamentais para que alunos que enfrentam dificuldades para custear alimentação, moradia e materiais de estudo possam permanecer e concluir o curso na Universidade.
Segundo os organizadores do fundo, universidades como Harvard, Oxford e Stanford mantêm relações com ex-alunos, empresas, fundações e filantropos, estruturadas ao longo do tempo. No caso da USP, a pesquisa identifica como possibilidades o fortalecimento da extensão, a aproximação com ex-alunos, a ampliação de parcerias estratégicas e a criação de mecanismos de apoio à inovação e à permanência estudantil.
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Texto adaptado do Fundo Patrimonial da USP




