Com inflação sob controle, BC reduz taxa Selic pela quinta vez seguida, para 13,75%

16/09/2026 às 22:3619 Aufrufe
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Brasil de Fato

Após o registro de inflação negativa em agosto, consolidando um cenário de controle dos preços na economia brasileira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa de juros básicos da economia (Taxa Selic) em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. Essa é a quinta queda consecutiva.

O comunicado destaca os bons resultados da economia do governo de Luís Inácio Lula da Silva (PT) como fator importante para o resultado dessa reunião do Copom, apesar de o cenário internacional ainda ser de incertezas.

“Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião mostra uma moderação gradual da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos, embora ainda em patamar resiliente, e mercado de trabalho aquecido. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram”, aponta o BC.

“O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, prossegue o comunicado.

A taxa Selic permaneceu em 15% ao ano entre junho de 2025 e março de 2026. Em abril deste ano teve início o ciclo de quedas.

No Brasil, a Taxa Selic é o principal instrumento para controlar a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Após dois meses de inflação baixa, agosto registrou índice negativo em 0,32%, o menor nível em quatro anos. No acumulado de 12 meses, a inflação recuou de 4,44%, em julho, para 4,22%.

O preço dos alimentos foi um dos itens que mais contribuiu para a queda da inflação em agosto, registrando um recuo de 0,34%.

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. A apuração da inflação é feita mês a mês, considerando os 12 meses anteriores.

O Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, elevou a previsão da inflação de 3,9% para 5,2% em 2026, mas a estimativa deve ser revista ante o cenário de julho e agosto. Além disso, o Banco Central elevou para 2% a previsão de crescimento da economia em 2026.

*Com informações da Agência Brasil

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