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Nesta coluna para a Rádio USP, o professor Marcelo Finger esclarece o anúncio recente envolvendo a solução das equações de Navier-Stokes, explicando que a inteligência artificial atuou apenas como uma ferramenta computacional para testar caminhos já idealizados por matemáticos, e não como uma criadora autônoma de soluções.
O autor detalha que o avanço — que busca responder se certas condições levariam a velocidade dos fluidos ao infinito (blowup) — foi cercado por polêmicas éticas, com acusações de que a OpenAI teria usado dados sem autorização de pesquisadores para acelerar seus resultados em uma corrida comercial, gerando forte repúdio de vencedores da Medalha Fields contra o desrespeito às práticas da comunidade científica.
Por fim, Finger conclui que, embora o uso de IA para explorar grandes espaços de busca seja útil para problemas antigos, o problema das equações não tem aplicação prática imediata e a matemática continuará exigindo o trabalho humano para corrigir as hipóteses físicas subjacentes e entender os limites teóricos dessas equações.
De olho na IA
Com o Prof. Marcelo Finger
A coluna De olho na IA, com o professor Marcelo Finger, vai ao ar toda sexta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM), com produção da Rádio USP.






