A Comissão Central do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2028–2035 da UFSM aprovou, em reunião nesta quarta-feira (30), a metodologia que guiará o diagnóstico nas unidades de ensino para a construção do novo plano. A proposta foi aprovada por unanimidade. No mesmo encontro, realizado na Sala dos Conselhos (em formato híbrido), o colegiado aprovou a criação de cinco comissões temáticas: Infraestrutura; Ações Afirmativas; Cultura; Inteligência Artificial e Tecnologias Emergentes; e Sustentabilidade. Os grupos vão reunir informações sobre temas transversais que precisam estar contemplados no novo plano.
Com as decisões, a construção do PDI entra em uma nova fase. A partir de segunda-feira (5), a Comissão Executiva e a de Diagnóstico começam a visitar as unidades acadêmicas e os campi de Cachoeira do Sul, Frederico Westphalen e Palmeira das Missões. As reuniões seguem até 30 de novembro.
Como vai funcionar o diagnóstico nas unidades
O diagnóstico será feito em reuniões dos conselhos das unidades, com pauta única e duração de duas horas e meia (150 minutos). A presença dos representantes do Conselho de Centro é obrigatória. Cada unidade pode ampliar o encontro e convidar integrantes das Comissões Setoriais de Avaliação (CSA), Núcleos Docentes Estruturantes (NDEs), colegiados de cursos de graduação e pós-graduação, chefias administrativas e secretarias integradas, entre outros.
A ideia é garantir uma discussão mais representativa. Nos testes feitos pela comissão, percebeu-se que os desafios e indicadores do PDI exigem pessoas de diferentes áreas da unidade para serem bem avaliados.
Os participantes serão divididos em cinco grupos, cada um dedicado a um dos desafios do PDI vigente. O trabalho segue estas etapas:
1. Avaliar a evolução dos objetivos (15 minutos, individual): em uma ficha impressa, cada pessoa indica, em uma escala de cinco pontos, o quanto a unidade avançou ou recuou em cada objetivo do desafio. A ficha também tem espaço para registrar outros temas considerados importantes.
2. Identificar forças e fraquezas (20 minutos, individual): cada participante aponta duas forças e duas fraquezas da unidade relacionadas ao desafio.
3. Analisar os dados da unidade (15 minutos, individual): os participantes consultam indicadores do centro, colégio ou campus, como taxas de conclusão e resultados de avaliações. O material é entregue impresso, com apoio de notebooks para consultas complementares.
4. Complementar em grupo (30 minutos): um moderador reúne as contribuições de cada integrante em um documento compartilhado, e o grupo acrescenta o que tiver ficado de fora.
5. Preparar a plenária (10 minutos): a equipe organiza o material produzido pelos grupos.
6. Consolidar em plenária (60 minutos): cada grupo apresenta suas conclusões em cerca de dez minutos. Todos os presentes podem incluir, excluir ou reclassificar forças e fraquezas.
Ao final, cada unidade terá um conjunto de forças e fraquezas para cada desafio do PDI, construído a partir da percepção da comunidade e dos dados disponíveis. As três primeiras etapas já foram testadas pela comissão; a consolidação em grupo e a plenária serão aplicadas pela primeira vez no Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE).
Nesta fase, o foco é o passado: entender como a universidade funcionou nos últimos dez anos, o que avançou e o que não avançou. “Primeiro, a gente foca em entender o que aconteceu até aqui”, explicou o diretor de Tecnologia da Informação e Transformação Digital da UFSM, Fernando Barbosa, que é integrante das comissões Central, Executiva e de Diagnóstico do PDI. A discussão sobre o futuro ficará para a etapa de construção da estratégia, prevista para 2027, quando a comunidade será chamada a pensar a UFSM dos próximos oito anos.
Coordenadora de Planejamento e Avaliação Institucional da UFSM e presidente da Comissão Executiva do PDI, Silvane Brand destacou que os resultados do diagnóstico também poderão contribuir diretamente para a gestão das unidades, uma vez que nem todas as questões identificadas ao longo do processo necessariamente serão incorporadas ao novo PDI. A partir da sistematização das forças e fragilidades apontadas pela comunidade e pelos dados institucionais, cada unidade contará com um documento orientador para apoiar seu planejamento e a tomada de decisões. Embora o diagnóstico olhe para a trajetória da universidade nos últimos dez anos, ele também será uma base importante para pensar a construção do PDI 2028–2035 e também para definir prioridades e estratégias para a gestão da UFSM e de suas unidades, explicou.
Durante a reunião, foi relatada uma troca de experiências com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que também elabora seu novo plano. Segundo o relato, a instituição gaúcha destacou como diferencial da UFSM a realização de um diagnóstico coletivo, que reúne indicadores e avaliações.
Cinco comissões para temas transversais
As novas comissões temáticas vão produzir diagnósticos sobre assuntos que atravessam toda a universidade e que, por legislação ou relevância, precisam constar no PDI. A Comissão Executiva está preparando um documento com orientações sobre o que cada diagnóstico deve conter, para padronizar as entregas. Os trabalhos também devem contemplar os campi fora de sede. As novas comissões são das seguintes áreas:
• Infraestrutura
• Ações Afirmativas
• Cultura
• Inteligência Artificial e Tecnologias Emergentes
• Sustentabilidade
Os participantes também debateram a integração entre os sistemas de informação da UFSM, tema apontado como essencial para a qualidade dos dados usados na gestão. A Comissão Central decidiu amadurecer a proposta e definir, em outro momento, se o assunto ficará em uma comissão existente ou em uma nova.
Agenda das próximas ações
As reuniões de diagnóstico nas unidades começam na próxima segunda-feira (5) e seguem até 30 de novembro:
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Data |
Horário |
Unidade |
Local |
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5 de outubro |
14h |
Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) |
Auditório Sergio Pires (auditório A), anexo ao prédio 17 |
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6 de outubro |
8h30 |
Centro de Tecnologia (CT) |
Sala 234B, prédio 7 |
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14 de outubro |
14h |
Campus de Palmeira das Missões |
Sala 221, prédio 1 |
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15 de outubro |
9h |
Campus de Frederico Westphalen |
Sala Multiuso |
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16 de outubro |
9h |
Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) |
Sala 2017 (sala de reuniões) |
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20 de outubro |
9h |
Unidade de Educação Infantil Ipê Amarelo |
Auditório do Ctism, prédio 5E |
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26 de outubro |
9h |
Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) |
Auditório do CCSH |
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26 de outubro |
14h |
Colégio Politécnico |
Auditório do Colégio Politécnico |
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3 de novembro |
14h |
Centro de Artes e Letras (CAL) |
Auditório do prédio 40 (Letras), sala 2202 |
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4 de novembro |
13h30 |
Centro de Ciências da Saúde (CCS) |
Auditório do CCS, prédio 26B |
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18 de novembro |
14h |
Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (Ctism) |
A definir |
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19 de novembro |
14h |
Centro de Ciências Rurais (CCR) |
A definir |
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25 de novembro |
14h |
Campus de Cachoeira do Sul |
Auditório (C3-21) |
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30 de novembro |
8h30 |
Centro de Educação (CE) |
Sala 316, prédio 16B |
Além das visitas às unidades, o PDI terá ações voltadas à comunidade universitária e externa:
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Data |
Ação |
Local |
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8 de outubro, das 13h30 às 16h30 |
Ação na Polifeira, com distribuição de materiais, sorteio de brindes e apresentação musical de Felipe Quadros, às 15h30 |
Em frente ao Planetário, campus sede |
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14 de outubro, às 10h30 |
Encontro com a comunidade externa |
Palmeira das Missões |
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15 de outubro, às13h30 |
Encontro com a comunidade externa |
Frederico Westphalen |
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19 a 22 de outubro (horários a confirmar) |
Fórum Regional Permanente de Extensão |
Santa Maria (19), Frederico Westphalen (20), Palmeira das Missões (21) e Cachoeira do Sul (22) |
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8 de novembro |
Painel na Arena GovTech (a confirmar) |
Santa Summit, Santa Maria |
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25 de novembro, às 9h |
Encontro com a comunidade externa |
Prefeitura de Cachoeira do Sul |
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1º ou 2 de dezembro |
Encontro com o Legislativo e empresários (a confirmar) |
Cachoeira do Sul |
Sobre o novo PDI
O PDI é o principal instrumento de planejamento da universidade. Ele define diretrizes, objetivos e metas que orientam as decisões de gestão e a distribuição de recursos. O novo plano terá vigência de 2028 a 2035 e deve ser concluído até dezembro de 2027.
O processo foi lançado em 14 de agosto, com uma palestra da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia. A construção está organizada em quatro etapas: panorama da educação e do contexto institucional; diagnóstico institucional; construção da estratégia; e acompanhamento e revisão.
O diagnóstico olha para a trajetória do PDI 2016–2027, estruturado em sete desafios: internacionalização; educação inovadora e transformadora com excelência acadêmica; inclusão social; inovação, geração de conhecimento e transferência de tecnologia; modernização e desenvolvimento organizacional; desenvolvimento local, regional e nacional; e gestão ambiental.
Acompanhe a construção do novo plano na página do PDI 2028–2035.