Flávio atribuiu a desistência à decisão da Justiça Eleitoral e afirmou que a medida representa "censura imposta ao evento pelo TSE". Na publicação, o candidato declarou que "a imprensa tem que ser livre e as eleições limpas".
A ministra também determinou que os demais candidatos não poderiam fazer perguntas direcionadas a Lula durante o debate. Segundo a ministra, a legislação eleitoral não obriga os candidatos a comparecer aos debates, e manifestações dirigidas a um concorrente ausente poderiam provocar desequilíbrio entre os participantes.
O jornal O Globo, que faz parte do grupo, informou que a exibição do púlpito vazio havia sido acordada previamente com as equipes dos candidatos, inclusive a de Lula. A publicação também apontou que procedimento semelhante foi adotado no debate da TV Bandeirantes, realizado em agosto, quando Lula e Flávio não participaram.
A composição do último debate presidencial antes do primeiro turno sofreu outra alteração, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinar a participação de Renan Santos, candidato do Missão, no encontro da TV Globo. A decisão veio depois de o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e a ministra Cármen Lúcia rejeitarem pedidos para garantir a presença do candidato.
Lula já havia confirmado ausência
O presidente Lula já havia informado, na última quarta (30), que não participaria do encontro. Na justificativa, o candidato à reeleição alegou que poderia se tornar alvo dos demais candidatos por conta da sua vertente política — Lula é o único representante da esquerda. No mesmo horário, o petista participará de uma entrevista no podcast Flow.
Com as mudanças, o debate passa a reunir, além de Renan Santos, Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante).


