Panfletar, mobilizar eleitores e ocupar as ruas. O que faz com que moradoras das periferias de São Paulo saiam de casa, se desloquem para regiões distantes da cidade para trabalhar na campanha eleitoral? As respostas são movidas por diferentes razões.
Algumas encontram no trabalho político uma fonte de renda; outras atuam voluntariamente, por identificação partidária, confiança nas candidaturas ou pela expectativa de fortalecer a região onde vivem.
Da zona leste à zona norte da capital paulista, elas realizam uma atividade que é parte da democracia brasileira e combina trabalho, convicção e participação comunitária. Entre a necessidade financeira, a militância de décadas e a confiança em projetos políticos, essas mulheres revelam diferentes formas de se relacionar com a disputa eleitoral e de defender aquilo que consideram importante para suas comunidades.
As histórias de Erinalva, Letícia, Neuma, Maria Marlene, Maria Lúcia e Marileis, que optam por trabalhar na campanha eleitoral, mostram que a mobilização também é feita por moradoras dos territórios periféricos — e não apenas por candidatos que aparecem nos materiais de divulgação.

“Não faço parte de partido nenhum, porém estou apoiando o meu candidato para a gente ter mais força na região. Acho que ele faz um bom trabalho aqui”, afirma Letícia Ferreira Rosemberg, 43, da COHAB II, em Itaquera. @Anna Celli/ Agência Mural

“Escolhi trabalhar na campanha porque estava precisando. Surgiu essa oportunidade e aceitei pela questão financeira”, diz Erinalva de Sousa Oliveira, 53, moradora da COHAB II, em Itaquera, na zona leste de São Paulo @Anna Celli/ Agência Mural

“Sou militante desde que me entendo por gente. Sou PT, sou Lula e meu sonho é reeleger o presidente. Faço tudo por amor”, conta Neuma Fagundes de Souza, 67, moradora da ocupação Antonia Maria, no Tremembé, zona norte de São Paulo. @Anna Celli/ Agência Mural

“Estou trabalhando na política porque eu amo fazer isso, amo panfletar. Eu estou lutando para o Lula e o Haddad ganharem”, diz Maria Marlene de Santana, 64, também moradora da ocupação Antonia Maria, no Tremembé, zona norte de São Paulo. @Anna Celli/ Agência Mural

“Eu faço esse trabalho voluntariamente, porque acredito que meus candidatos realmente merecem nosso respeito e nossa confiança. Já faz 4 anos que os acompanho e nunca me decepcionaram”, conta Maria Lúcia Almeida de Oliveira, 72, de Itaquera, na zona leste. @Nathália Ract da Silva/ Agência Mural

“Eu conheço os candidatos e confio nos projetos deles. Todos ano que tem eleição sempre voto neles”, afirma Marileis Monteiro, 44, de Itaquera, na zona leste de São Paulo. @Nathália Ract da Silva/ Agência Mural
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