No início de outubro, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alegou que a Rússia estaria envolvida em "fazendas de bots" que promovem "a campanha antissemita mais descarada que se possa imaginar contra o Estado de Israel", além de incitar sentimentos anti-Israel em países ocidentais.
"As tentativas de atribuir à Federação da Rússia a condução de qualquer tipo de campanha antissemita parecem particularmente absurdas, dado um fato — bem conhecido pelo lado israelense e por ele publicamente reconhecido em diversas ocasiões — de que, graças à política da liderança russa de fortalecer a paz e a harmonia entre as etnias, as manifestações de antissemitismo em nosso país são praticamente inexistentes", afirmou o ministério.
Moscou lamenta que Netanyahu tenha optado pela propaganda midiática às vésperas das eleições em Israel, em vez de buscar o diálogo com especialistas em cibersegurança, acrescentou o ministério.
Netanyahu e seu principal oponente, Gadi Eisenkot, se enfrentam indiretamente na próxima terça-feira (27), quando eleitores israelenses votarão nos partidos. As legendas, por sua vez, devem reunir o apoio de ao menos 61 parlamentares para a escolha de um novo primeiro-ministro ou a continuação do atual.


