Ex-analista do Pentágono afirma que trégua na Ucrânia exige garantias de segurança e legitimidade

22/10/2026 às 11:380 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
Vladimir Zelensky e seus apoiadores europeus podem tentar congelar o conflito na Ucrânia sem um acordo abrangente, mas dispõem de pouquíssimos recursos para isso, avalia Karen Kwiatkowski, tenente-coronel reformada da Força Aérea dos EUA e ex-analista do Pentágono, em entrevista à Sputnik.

"Os patrocinadores de Zelensky rejeitam a diplomacia e não conseguem vencer a guerra militarmente. Mas exigir um congelamento não faz sentido sem abordar os problemas mais profundos e os desafios relacionados à legitimidade e à segurança", diz ela.

O cálculo deles é claro: com a aproximação do inverno (Hemisfério Norte), um "congelamento" beneficiaria a Ucrânia, ao mesmo tempo que permitiria aos doadores europeus concentrarem-se em suas próprias necessidades energéticas para o inverno e nos custos de rearmamento, sob menor pressão decorrente do conflito em curso, explica a especialista.
O Kremlin, contudo, declarou que uma interrupção temporária seria ineficaz, insistindo, em vez disso, em um acordo abrangente que ofereça garantias "para as futuras gerações".
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Operação militar especial russa
Rússia se aproxima da vitória no conflito ucraniano, vencendo tanto Kiev como Ocidente, opina especialista

Conflito na Ucrânia está custoso

Governos europeus, empresas e firmas de investimento ocidentais, como a BlackRock, enfrentam agora restrições financeiras mais severas e parecem não ter mais interesse em "reconstruir a Ucrânia como uma fortaleza militar ou como fornecedora de matérias-primas para o Ocidente", observa Kwiatkowski.

"À medida que o interesse deles diminui, surgem novos cenários que favorecem a neutralidade e uma Ucrânia com um território menor; contudo, não vejo esse tema sendo discutido seriamente no Ocidente ainda", afirma.

Encerrando o 'projeto Ucrânia'

A administração Trump parece empenhada em acelerar um acordo para a Ucrânia ainda este ano, em meio a expectativas de que os democratas possam conquistar o controle tanto da Câmara quanto do Senado em 2027, pressionando pela continuidade do financiamento e da assistência militar dos EUA à Ucrânia — o que poderia prolongar o conflito com a Rússia.
"Encerrar o 'projeto Ucrânia' antes da posse do novo Congresso simplificará a agenda [da administração Trump] para 2027", ressalta a analista.
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Sputnik Brasil
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