Grito dos Excluídos vai às ruas de João Pessoa neste 7 de setembro na defesa do trabalho e da soberania — Insubornavel

Grito dos Excluídos vai às ruas de João Pessoa neste 7 de setembro na defesa do trabalho e da soberania

04/09/2026 às 19:034 visualizações
Ato  tera início às na às 10 horas da manhã na lagoa e deve reunir movimentos   populares e sindicalistas 
Ato  tera início às na às 10 horas da manhã na lagoa e deve reunir movimentos   populares e sindicalistas 
Brasil de Fato

Movimentos populares e sindicais vão às ruas neste 7 de setembro, em João Pessoa, para marcar o Grito dos Excluídos, que ocorre simultaneamente ao desfile oficial da Semana da Pátria. A partir das 10h, participantes da 32ª edição do movimento devem se concentrar para uma caminhada que pretende levar às ruas reivindicações sociais e trabalhistas.

Card | Divulgação
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Além de João Pessoa, o Grito dos Excluídos e Excluídas também deverá mobilizar participantes em outras cidades da Paraíba. Em Patos, o ato está previsto para este sábado, 5 de setembro, a partir das 7h, na Praça Cícero Sulpino, conhecida como Praça do Guedes, no Centro. Em Campina Grande, a mobilização está prevista para começar às 9h, com concentração centralizada na região da Praça Clementino Procópio ou no entorno do Açude Velho. Já em João Pessoa, a concentração está prevista para a segunda-feira, 7 de setembro, a partir das 9h, no Parque Solon de Lucena, no Centro.

Gleyson Melo, coordenador do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD) na Paraíba, afirmou que a manifestação pretende fazer um contraponto ao desfile oficial.

“Somos justamente aqueles que são os esquecidos da história. Então, nesta segunda-feira, às 10 horas, é o momento de fazer a história acontecer, botar a cara na rua e ir para esse, que é o momento fundamental, importante, e que todo ano acontece, é o nosso Grito das Excluídas e Excluídos. Estão todos convidados e convidadas. O ato será ali, na Lagoa, subindo na Avenida Duarte da Silveira”, destacou Melo.

Segundo ele, a mobilização também deverá levar reivindicações relacionadas à jornada de trabalho e às condições de vida nas periferias. Melo citou o fim da escala 6×1 como uma das bandeiras que deverão aparecer no ato.

“É o momento de rever a escala de trabalho, que já foi aprovada na Constituição de Justiça, e é fundamental, porque o trabalhador precisa de descanso, de ter hora livre, então, o fim da escala 6×1 é uma bandeira que, certamente, está na ordem do dia”, apontou.

Segurança, moradia e mulheres

Melo também relacionou o Grito a demandas de moradores das periferias, defendendo políticas de segurança orientadas pela cultura da paz. 

“São as mulheres, principalmente, que estão na linha de frente para fazer essa defesa. Então, também, o Grito é a pauta das mulheres, que são as mais impactadas com tudo, principalmente com a violência, e a questão da moradia. As pessoas querem moradia, querem terra para trabalhar, querem renda, querem dignidade”, ressaltou Melo.

Soberania entra no debate

Para Tony Sérgio, secretário-geral do Sindicato dos Correios da Paraíba (SINTECT-Pb), trabalhadores e movimentos populares devem utilizar a manifestação para defender a democracia, a soberania e os direitos sociais.

“É de extrema importância que o povo, a população, os trabalhadores, os movimentos populares, os movimentos urbanos da cidade e os movimentos rurais estejam no Grito dos Excluídos para colocar a sua voz de excluído, para se colocar contra esse ataque que está sendo feito ao território nacional”, afirmou .

 Os participantes devem se concentrar na Lagoa e, em seguida, participar da caminhada, levando às ruas reivindicações em defesa dos trabalhadores e da democracia.

“Estaremos com as nossas reivindicações na rua, colocando a nossa posição em defesa da soberania, defesa dos trabalhadores, da democracia e do povo brasileiro”, enfatizou Sérgio.

Mobilização nacional

O coordenador da Central Única dos Trabalhadores da Paraíba (CUT-PB), Tião Santos, informou que movimentos sociais e sindicalistas participaram de reunião para organizar o ato 

“Estamos aqui para chamar e convidar toda a  nossa militância para construir e participar desse grande ato, que é um ato histórico a nível nacional. E aqui na Paraíba,  não poderíamos deixar de realizar o grito dos excluídos no dia 7 de setembro. Então convidamos todos para o dia 7, às 10 horas, no início da Avenida Getúlio Vargas”, explicou Santos.

História e impacto nacional

O Grito dos Excluídos surgiu em 1995, inspirado pela 2ª Semana Social Brasileira e pela Campanha da Fraternidade, e escolheu o 7 de setembro como contraponto ao desfile oficial. A primeira edição ocorreu em 170 localidades e adotou o lema “Vida em Primeiro Lugar”, que permanece como tema permanente.

Em 2026, a organização informa que o movimento ocorrerá entre 1 e 12 de setembro, com concentração de atividades na Semana da Pátria. O lema deste ano é “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”.

A Comissão Pastoral da Terra relaciona a edição de 2026 a temas como feminicídio, déficit habitacional, conflitos no campo e soberania. A entidade aponta que a mobilização devera expor  questões relacionadas às lutas de comunidades e movimentos populares.

Fonte
Brasil de Fato
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