Senado aprova criação da Universidade Federal da Fronteira Norte, no Amapá — Insubornavel

Senado aprova criação da Universidade Federal da Fronteira Norte, no Amapá

Por Da Agência Senado03/09/2026 às 21:313 visualizações
Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP) conduz sessão.
Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP) conduz sessão.
Senado Federal
O projeto de lei que cria a Universidade Federal da Fronteira Norte, no estado do Amapá, foi aprovado no Plenário do Senado nesta quinta-feira (3). O Campus Binacional de Oiapoque será desmembrado da Universidade Federal do Amapá (Unifap), à qual está atualmente vinculada, para dar origem à nova universidade. A proposta determina que a Universidade Federal da Fronteira Norte irá incorporar "todas as unidades acadêmicas, cursos e estudantes matriculados, assim como todos os cargos e funções, ocupados e vagos", do Campus Binacional de Oiapoque. O projeto (PL 4.951/2026) aprovado hoje pelo Senado mantém o texto que havia passado ontem na Câmara dos Deputados. Como não houve alterações, a proposta segue para a sanção da Presidência da República. Parecer O relator da matéria no Senado foi Randolfe Rodrigues (PT-AP). Nesta quinta-feira, seu parecer foi lido em Plenário pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Ao defender a criação da nova universidade, Randolfe citou, entre outros motivos, a possibilidade de desenvolvimento da região. "A criação da Universidade Federal da Fronteira Norte fortalece a presença estatal, com potencial para desenvolvimento e pesquisa, em uma área estratégica de fronteira internacional (Oiapoque - Guiana Francesa), sendo crucial para garantir a fixação e o vínculo de doutores, pesquisadores e jovens qualificados na Amazônia Oriental". Margem Equatorial Randolfe também destacou a exploração de petróleo e gás que se pretende fazer na Margem Equatorial: “(...) vale lembrar que a presença de uma entidade local com vocação em pesquisa e profissionais qualificados se faz ainda mais necessária diante da aproximação das atividades de exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial, com todas as consequências, positivas e negativas, que essa nova fronteira aporta consigo". O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também ressaltou a posição estratégica da nova universidade. — É fundamental termos a condição de formarmos capacidade intelectual na academia, na universidade, no conhecimento, nessa nova perspectiva das riquezas da exploração do petróleo e das riquezas que o petróleo pode proporcionar para o Brasil e a Amazônia.
Fonte
Senado Federal
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