"Estamos nos preparando para lançar uma rota pelo Extremo Oriente e continuamos o diálogo sobre outras rotas promissoras para o fornecimento de gás russo à China, incluindo o projeto Poder da Sibéria", disse Novak.
O vice-premiê também destacou a importância estratégica da energia nuclear para a cooperação entre os dois países. Segundo ele, a Rússia fornece equipamentos para várias usinas nucleares da China.
"Estamos prontos para discutir novos projetos, a formação de especialistas e pesquisas sobre tecnologias nucleares avançadas", afirmou.
Iniciativa Cinturão e Rota da China
Desde 2024, a Rússia convidou seus parceiros chineses para desenvolverem conjuntamente a Rota Marítima do Norte (RMN), com foco na expansão logística e no transporte de contêineres – estendendo a Iniciativa Cinturão e Rota da China para as águas polares.
O diretor-geral da Corporação Estatal de Energia Nuclear Rosatom, Aleksei Likhachev, e o ministro dos Transportes da China, Liu Wei, se comprometeram a desenvolver e comercializar conjuntamente o transporte marítimo ao longo da Rota Marítima do Norte.
O que torna a rota tão atraente é a geografia: um grande navio porta-contêineres partindo da China pode completar a viagem até a Europa em cerca de 20 dias — quase duas vezes mais rápido do que a rota tradicional pelo sul, através do canal de Suez. Além do tempo, isso diminui significativamente o consumo de combustível.
Para fortalecer a segurança da navegação no Ártico, no ano passado, Rússia e China assinaram um memorando sobre o treinamento de tripulações de navios chineses para operações em condições polares.


