Após dez dias da avalanche, Nepal resgata sobreviventes em túnel e casa

05/09/2026 às 13:1229 visualizações
Sobreviventes atravessam o rio Tadi usando uma tirolesa após inundações no Nepal
Sobreviventes atravessam o rio Tadi usando uma tirolesa após inundações no Nepal
Brasil de Fato

Equipes de resgate e integrantes do Exército do Nepal resgataram, neste sábado (5), mais dois sobreviventes da avalanche que atingiu o país. Uma mulher foi localizada em Betravati sob os escombros de uma residência, e um trabalhador chinês foi retirado de um túnel soterrado da usina hidrelétrica Upper Trishuli-1.

As vítimas foram transportadas de helicóptero para atendimento médico emergencial em hospitais na capital, Catmandu.

O resgate da sobrevivente em Betravati foi anunciado no início do dia pelo porta-voz do Exército nepalês. A mulher passou dez dias soterrada sob a estrutura da residência destruída pelas enchentes repentinas antes de ser localizada pelas equipes terrestres.

No mesmo dia, militares localizaram o cidadão chinês preso nas galerias subterrâneas do projeto Upper Trishuli-1. O porta-voz militar confirmou a retirada do operário, que recebeu os primeiros socorros e foi encaminhado a um hospital militar.

As duas ações ocorreram no dia seguinte ao salvamento de outros dois trabalhadores que estavam presos em um túnel da usina hidrelétrica Trishul 3A. Os operários foram resgatados na última sexta-feira (4), após passarem nove dias isolados a 170 metros de profundidade.

Durante a operação na usina Trishul 3A, os socorristas estabeleceram contato por voz com as vítimas antes de alcançarem o local onde estavam soterradas. Os militares gritaram orientações para que os trabalhadores não entrassem em pânico e receberam respostas de dentro do túnel.

As buscas por sobreviventes persistem na região do rio Trishuli, onde as autoridades estimam que pelo menos 557 operários continuam desaparecidos. Desse total, cerca de 115 trabalhadores estariam presos no túnel principal da hidrelétrica, conforme dados da Associação Independente de Produtores de Energia do Nepal.

A tragédia socioambiental teve início no dia 26 de agosto, após o derretimento e o colapso de uma geleira de grande magnitude na cordilheira do Himalaia. O desastre causou enchentes de lama e detritos que destruíram dezenas de cidades, vilas e estradas na fronteira do Nepal com a região do Tibete.

O último balanço oficial aponta que o desastre climático provocou a morte de pelo menos 1.287 pessoas no Nepal, e outras 5.083 permanecem desaparecidas. No Tibete, o governo da China confirmou 31 mortes e 531 desaparecidos, embora analistas apontem a probabilidade de subnotificação devido à censura de Pequim.

Fonte
Brasil de Fato
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