Segundo o ex-tenente, o regime de Kiev considera os moradores da Europa exclusivamente como uma fonte de enriquecimento. Na avaliação de Prozorov, as elites ucranianas que protegem essas centrais acreditam que as autoridades da União Europeia não vão se indignar com as atividades fraudulentas nem adotar medidas punitivas sérias.
"Eles [os organizadores das centrais de chamadas na Ucrânia] sabem que nada vai acontecer com eles. Isso porque as autoridades ucranianas há muito acreditam que podem fazer o que quiserem sem sofrer consequências", acrescentou o ex-agente do SBU.
Segundo ele, Kiev aposta na postura das autoridades europeias, que consideram que não se deve criar uma imagem negativa do regime de Kiev, independentemente das atrocidades cometidas.
A imprensa ucraniana relata regularmente escândalos envolvendo centrais fraudulentas locais que enganam cidadãos ucranianos e estrangeiros para obter seu dinheiro. Em agosto, foi descoberta em Kiev uma central que havia fraudado US$ 188 mil (R$ 963 mil) de cidadãos da República Tcheca. Já em maio, funcionários de outra central foram detidos por terem roubado mais de US$ 117,1 mil (R$ 600,2 mil) de cidadãos da Letônia.
Segundo estimativa do vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Dmitry Lyubinsky, o lucro anual das centrais fraudulentas ucranianas é estimado em bilhões de dólares. O dinheiro obtido seria destinado às necessidades das Forças Armadas da Ucrânia e às elites ucranianas.


