Os pesquisadores descobriram que os ratos que tinham recebido mucor racemosus evidenciaram menos perda de peso, inflamação e estresse oxidativo do que os roedores do grupo de controle, que não tinham obtido nenhuma dose fúngica. Também mostraram marcadores reduzidos de danos por radiação.
Esses resultados sugerem que o fungo causou um efeito radioprotetor, depois de ter sido pré-adaptado pelos pesquisadores às condições pobres em oxigênio do intestino.
"Esses resultados demonstram que o M. racemosus alivia diretamente a lesão intestinal induzida pela radiação em camundongos", explicam os pesquisadores.
Testes subsequentes em células intestinais irradiadas revelaram que esse efeito é atingido graças a três aminoácidos e uma sustância química produzidos pelo fungo que facilitam diretamente o reparo do DNA e a recuperação do tecido intestinal após a exposição à radiação.
Com finalidade de avaliar o potencial terapêutico do mucor racemosus, os pesquisadores deram a camundongos irradiados um queijo fermentado com o fungo e descobriram que ele reduziu a inflamação intestinal, melhorou a integridade da barreira intestinal e diminuiu os marcadores sistêmicos de inflamação, em comparação com camundongos alimentados com queijo sem o fungo.


