Mídia: Lula acumula vitórias no Congresso enquanto PECs da escala 6x1 e da Segurança travam no Senado

06/09/2026 às 13:322 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
A semana de esforço concentrado no Congresso terminou com vitórias para Luiz Inácio Lula da Silva, que conseguiu aprovar o fim da taxa das blusinhas, a política de terras raras e o regime tributário para data centers. Mas duas de suas prioridades, as propostas de emenda à Constituição (PECs) da escala 6x1 e da Segurança Pública, avançaram apenas parcialmente, ficando sem votação no plenário do Senado.
O presidente da casa, Davi Alcolumbre (União Brasil) afirmou que a PEC da jornada 6x1 só será votada após as eleições, sem especificar o turno. Governistas tentam convencê‑lo a pautar o tema ainda em outubro, em uma semana de trabalhos prevista entre o primeiro e o segundo turno, o que daria a Lula uma vitória política em meio à campanha.
A articulação, porém, ficou mais difícil com a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Próximo de Moraes e desafeto de Mendonça, Alcolumbre passou a ser pressionado por senadores da oposição a pautar pedidos de impeachment contra o ministro. Ao reagir, o presidente do Senado defendeu Moraes e alfinetou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), dizendo que "todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa [Daniel Vorcaro] para fazer um filme".
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Notícias do Brasil
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Lula, por sua vez, adotou tom mais contido ao comentar a crise, defendendo investigações para todos, mas criticando "vazamentos seletivos". Com Alcolumbre envolvido na disputa, o avanço da PEC 6x1 antes do segundo turno exigirá do governo uma articulação que não atrapalhe a campanha presidencial.

A PEC da Segurança também não deve avançar antes das eleições, de acordo com um portal de notícias do país. A proposta nem sequer teve sua análise concluída na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde três destaques ainda precisam ser votados. O governo admite que o tema ficará para depois do pleito.

Entre as vitórias concretas, o Congresso aprovou o fim da taxa das blusinhas após acordo entre Lula, Alcolumbre e Hugo Motta (Republicanos). A medida desagradou o setor produtivo, que teme prejuízo ao varejo nacional, mas o governo argumenta que compras feitas por brasileiros no exterior já entram sem taxação. Para reduzir resistências, foi incluída uma avaliação periódica dos impactos econômicos.

Também avançaram a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com fundo garantidor de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de terras raras — área estratégica em que o Brasil tem a segunda maior reserva do mundo — e o regime tributário Redata, que isenta data centers de impostos federais, com impacto estimado de R$ 5,2 bilhões em 2026.

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