Em junho, a produção de petróleo no Brasil subiu 19% em relação ao ano anterior, atingindo o máximo de 4,5 milhões de barris por dia. No entanto, as exportações para a China dobraram, registrando no primeiro semestre o recorde de US$ 15,1 bilhões (R$ 76,86 bilhões, aproximadamente), segundo os dados divulgados pelo Conselho Empresarial Brasil-China.
As tensões no estreito de Ormuz, sendo antes da guerra uma rota-chave de trânsito para cerca de 20% do petróleo mundial, causaram uma procura global de fontes alternativas de energia.
Neste contexto, o ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, destacou à mídia que seu país está se posicionando como um "fornecedor de energia estável, seguro e previsível". Por isso, a expansão da produção de petróleo tem "maior relevância estratégica" para Brasília.
Desde que os EUA e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, os preços globais do petróleo subiram 30%, ultrapassando 90 dólares por barril. Esse aumento no preço criou uma oportunidade para o Brasil. Atualmente, o país tem enormes reservas de petróleo conservadas sob uma espessa camada de sal, o que dificulta e encarece a sua extração.
Por isso, a subida das cotações significa que o Brasil já é capaz de aumentar significativamente a produção de petróleo e, portanto, as exportações nos próximos anos. Neste contexto, a plataforma de inteligência energética Enverus estima que a extração do pré-sal no Brasil pode atingir cerca de quatro milhões de barris por dia até 2030.
Em uma nota de imprensa, a Petrobras sublinhou que sua produção e exportações não dependem de nenhum evento geopolítico. E acrescentou que se considera uma alternativa atrativa aos produtores de petróleo impedidos pelo encerramento efetivo do estreito de Ormuz.


