De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, a avaliação de Gilmar é que a presença dos delegados nos gabinetes pode gerar conflitos de interesse e interferir na condução de investigações. Segundo pessoas próximas ao ministro ouvidas pelo jornal, policiais cedidos ao STF poderiam utilizar a atuação entre os magistrados para buscar posições de maior destaque na corporação ou obter vantagens políticas.
A demanda já havia sido levada por Gilmar a Fachin cerca de duas semanas atrás. De acordo com a mídia, o presidente do STF tem realizado conversas individuais com os ministros para avaliar a situação.
Atualmente, seis delegados da PF estão cedidos ao Supremo: dois trabalham com o ministro André Mendonça em investigações relacionadas ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); dois estão no gabinete de Alexandre de Moraes; um atua com Luiz Fux; e outro está vinculado à área de segurança do tribunal.
A discussão ganhou força em meio à crise entre Mendonça e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O tema também passou a ser relacionado à divulgação, pelo relator do caso Master, de diálogos envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes.


