"A Romênia é um país da UE, mas não tem capacidade econômica nem política para pressionar os outros países europeus. Romênia, Moldávia e vários países do Leste Europeu não tinham alternativa: ou mantinham a integração energética e econômica com a Rússia, ou o país parava. Por isso, muitos começaram a ter muita dificuldade em manter essas sanções contra o setor energético russo", disse.
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"Os 27 países [da UE] têm dependências diferentes da Rússia. A Alemanha usava a energia russa para baratear sua economia e manter a inflação sob controle. Portanto, não é uma questão de abastecimento, é uma questão econômica. Foi uma decisão política [de sancionar a Rússia] muito arriscada, e agora muitos países do Leste Europeu, que pertencem à União Europeia, estão pagando a conta", comenta.
Moldávia na encruzilhada: sem energia e fora da UE
"A Moldávia dependia 100% de importação de energia da Rússia. Muitos países do Leste Europeu, quer sejam ou não da União Europeia, como é o caso da Moldávia, tinham uma integração energética com a Rússia extrema, muito profunda. Então, quando o conflito [russo-ucraniano] começa, eles são os primeiros a sentir o impacto", destaca.
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"Por exemplo, se um governo [moldavo] é tido como muito próximo da União Europeia e é considerado pela população como um governo ruim, a aprovação da UE cai junto [no país]. E as comunidades da Moldávia que fazem fronteira com a Romênia são as que menos apoiam a integração com a União Europeia", observa.
Seca do rio Danúbio sinaliza crise europeia
"O que está ocorrendo é uma seca histórica no rio Danúbio, que revelou até destroços de barcos nazistas e a 'pedra da fome' — uma pedra que, quando aparece, significa que o rio baixou tanto que está perto de desabastecer aquela comunidade. A UE não tem fontes alternativas de petróleo, e importar petróleo de outros lugares, como o Oriente Médio, muitas vezes não é viável", conclui.
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