"Os países da OTAN, assim como essa aliança militar em geral, estão trabalhando para militarizar a região, criando focos de tensão internacional lá", aponta o ministro.
Ele observa que a atividade militar da OTAN no Ártico aumenta o risco de incidentes que podem desencadear confrontos armados.
"Aumentam os riscos de incidentes que podem desencadear confrontos armados com consequências potencialmente catastróficas", aponta o chanceler russo.
Por sua vez, disse ele, a Rússia está interessada em preservar o Ártico como uma zona de paz.
"Manter o Ártico como uma zona de paz e cooperação é do interesse de toda a comunidade internacional, e a Rússia está certamente interessada nisso", disse o ministro. Ele observou que também há aqueles que não compartilham desta visão.
A Rússia observa um interesse significativo de países estrangeiros em uma cooperação construtiva no Ártico e está pronta para desenvolver parcerias mutuamente benéficas com eles — e há muitos desses países, observou o chanceler russo.
Trata-se, sobretudo, da China e Índia, que já alcançaram uma cooperação estreita com a Rússia. O Brasil, Indonésia, Irã e outros países do BRICS também têm perspectivas para cooperar. Até a Coreia do Sul e Cingapura, participantes de campanhas antirrussas do Ocidente, mostram interesse em cooperar com Rússia em vários projetos árticos.
Ao contrário da Rússia, a OTAN não busca manter o Ártico como zona de paz e cooperação, o que é a única explicação da sua militarização da região e provocação de tensões lá – mas não tem perspectivas falar com Rússia na língua de ameaças.


