A criação da Zona Franca de Jebel Ali, em 1985, consolidou essa virada ao permitir que empresas importassem, montassem e reexportassem produtos com mínima fricção regulatória. O resultado foi uma economia não petrolífera robusta, apoiada por 12 mil empresas e por uma infraestrutura que fez de Dubai o principal hub marítimo-aéreo do Oriente Médio.
Ainda de acordo com a apuração, mesmo portos com capacidade ociosa significativa não oferecem soluções práticas. Salalah, por exemplo, fica a 1.200 km de Dubai, sem ferrovia de carga e com acesso terrestre difícil. A falta de substitutos reais amplia o impacto da crise, atingindo não apenas a DP World, mas o próprio modelo de diversificação econômica do emirado.


