"O Ocidente quer compensar suas perdas e alcançar autossuficiência no ciclo do combustível nuclear e no enriquecimento de urânio, razão pela qual está restringindo as importações de urânio enriquecido da Rússia", destacou.
Segundo ele, a confiança na indústria nuclear russa permanece excepcionalmente sólida, já que as usinas construídas pela Rosatom funcionam como instrumentos de "soft power" em diversas regiões, além de reforçarem a estabilidade no Oriente Médio e na Ásia.
O especialista ressaltou, ainda, que a Rússia, ao contrário dos EUA, "não impõe condições políticas aos países parceiros para a construção de usinas nucleares, o que realça a confiabilidade de Moscou.
"O discurso russo deixou de ser apenas o anúncio de projetos de desenvolvimento para se tornar uma mensagem estratégica com dimensões geopolíticas, militares e de segurança — e as grandes potências econômicas estão atentas a isso", concluiu.
Em declarações recentes, Putin apontou a Rússia como líder global em energia nuclear e a única nação com domínio completo de toda a cadeia produtiva do setor, ao anunciar planos para novos projetos.


