O Irã prometeu seguir retaliando os Estados Unidos de forma mais rápida e intensa após bombardeios contra três navios petroleiros iranianos. Neste domingo (6), a Guarda Revolucionária Iraniana anunciou um ataque contra dois navios de guerra dos Estados Unidos. Em sessão pública no Parlamento, o porta-voz da Casa, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que haverá respostas mais rápidas e duras aos ataques.
“Os americanos devem ter compreendido que a era das respostas proporcionais terminou”, declarou Ghalibaf, em discurso no Parlamento na manhã deste domingo, no horário local.
Ghalibaf acrescentou que o país tem o desafio de desenvolver estruturas de gestão no setor de importação e impulsionar a produção nacional, uma vez que o aumento das sanções por parte dos Estados Unidos dificulta a operação das cadeias de abastecimento, além de afetar o sistema energético.
De acordo com a AFP, Washington lançou os bombardeios depois que um porta-aviões e um destróier estadunidenses evitaram ataques iranianos. Para as Forças Armadas iranianas, o ato foi uma demonstração de desespero diante do fechamento do Estreito de Ormuz. Por outro lado, os EUA bloqueiam o acesso a portos iranianos. Não há perspectiva de recuo de nenhum dos lados.
Ataque a casamento
Centenas de moradores de Kuhestak, no sul do Irã, participaram, na última quinta-feira (3), do funeral das vítimas de um ataque estadunidense que atingiu uma festa de casamento na cidade, no início da semana. Entre os mortos estava Amir-Mohammad Karimi, de quatro anos, a única criança entre as vítimas. O míssil atingiu a residência por volta das 21h30 de terça-feira (1º), durante a celebração.
Segundo autoridades iranianas, ao menos quatro pessoas morreram e quase 70 ficaram feridas. Entre os mortos estavam também uma adolescente de 16 anos e dois adultos. O número de vítimas pode aumentar devido à gravidade dos ferimentos. O episódio também provocou reações internacionais: o Movimento Internacional da Cruz Vermelha apresentou uma representação ao Tribunal Penal Internacional (TPI), pedindo uma investigação independente sobre o ataque, enquanto o Irã classificou o bombardeio como crime de guerra.
