"Durante as escavações, uma estrutura de calcário foi descoberta a leste do templo de Sekhmet em Mit Rahina, que supostamente era usada como um lagar para a produção de vinho. Dentro dela foram encontradas grainhas de uva, o que confirma esta versão", aponta o comunicado.
De acordo com a entidade, durante as escavações, uma missão arqueológica conjunta egípcio-chinesa também descobriu restos do complexo residencial feito de tijolos de barro, blocos de pedra, partes de estátuas, cerâmicas, amuletos de faiança, pequenas figuras de terracota e calcário, óstracos e estelas votivas.
© Foto / State Information ServiceYour Gateway to EgyptArtefatos encontrados no local do templo de Sekhmet em Mit Rahina, Gizé

Artefatos encontrados no local do templo de Sekhmet em Mit Rahina, Gizé
© Foto / State Information ServiceYour Gateway to Egypt
A maioria dos fragmentos de pedra encontrados remontam à era do Império Novo, particularmente ao tempo de Ramsés II. Os arqueólogos acreditam que alguns deles podem ter pertencido ao grande complexo de templos de Ptah, o principal santuário da antiga Mênfis, parte do qual era o Templo de Sekhmet.
O Conselho Supremo das Antiguidades observou que os achados atestam o contínuo assentamento neste território desde o Terceiro Período Intermédio e da Época Baixa às eras ptolemaica e greco-romana, o que indica que a vida urbana em Mênfis continuou mesmo após o declínio do papel religioso do complexo do templo.

