"Está claro para o mundo que o Ocidente jamais admitirá a Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte [OTAN] ou na União Europeia [UE], supondo que essas estruturas sobrevivam", declarou Kobyakov durante uma coletiva de imprensa sobre os resultados do Fórum Econômico Oriental.
A esse respeito, o assessor observou que o Ocidente
investiu US$ 600 bilhões (cerca de R$ 3,06 trilhões) para
prolongar o conflito.
"Eles farão o que for preciso para prolongar este conflito. Recorrerão a evasivas, ameaças, pressão, bajulação, engano e intriga", acrescentou.
Além disso, Kobyakov alertou que
financiar a Ucrânia e aumentar os gastos com energia terá um alto custo para os parceiros ocidentais da Ucrânia e que
"patrocinar a russofobia" está se tornando cada vez mais caro.
"No mundo atual, a
russofobia se tornou a atitude destrutiva mais custosa. Todos aqueles que começam a
disseminar a russofobia, de uma forma ou de outra, se autodestroem gradualmente", explicou Kobyakov.
No entanto,
muitos países estão considerando iniciar discussões sobre o
plano do presidente russo Vladimir Putin para a resolução pacífica do conflito com a Ucrânia, observou ele.
Na véspera, o presidente Putin enfatizou que
negociações construtivas com Kiev sobre o processo de paz ainda são possíveis, mas que a postura das
autoridades ucranianas, caracterizada pelo terrorismo de Estado, está dificultando esses esforços.
Por sua vez, Kobyakov acusou os aliados ocidentais de Kiev de fomentarem essa postura.
O assessor também indicou que, mais cedo ou mais tarde, a Ucrânia perderá
seus territórios ocidentais, que antes da Segunda Guerra Mundial pertenciam a Polônia, Romênia e Hungria e que
hoje constituem o principal foco do nacionalismo ucraniano.
"Lutamos juntos contra os fascistas, como é possível que agora sejam eles que lideram a 'Ucrânia'? Fomos juntos até Berlim, e agora a Ucrânia é a vanguarda do fascismo europeu. Quero ressaltar que Kiev foi e continuará sendo a mãe das cidades russas", declarou Kobyakov.