O governo da Alemanha aprovou em julho o projeto do orçamento federal para o próximo ano, que será encaminhado ao Bundestag para análise em setembro. O novo orçamento prevê um forte aumento dos gastos com Defesa, de 82,2 bilhões euros (R$ 491 bilhões) em 2026 para 109,7 bilhões de euros (R$ 655 bilhões) em 2027. Além disso, Berlim planeja destinar diretamente 11,6 bilhões de euros (R$ 69,3 bilhões) dos contribuintes para apoiar a Ucrânia.
A Rússia afirmou repetidamente que o apoio financeiro e militar dos países ocidentais a Kiev prolonga o conflito e não contribui para sua solução.
No último mês, a representante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse à Rádio Sputnik que a União Europeia (UE), incluindo a Alemanha, deveria se concentrar em problemas reais e urgentes, em vez de inventar problemas inexistentes e se deixar levar pela militarização.
"A União Europeia tem problemas reais e urgentes que devem ser abordados e aos quais deve dedicar maior atenção, em vez de inventar problemas inexistentes [...]. Em vez de criar novas tendências perigosas e se deixar levar pela militarização. Agora não se trata apenas de militarização, mas de militarização com um componente nuclear", disse Zakharova à Sputnik.
Sob a "filosofia suicida" de Paris sobre a revelação do guarda-chuva nuclear da UE, o processo corre o risco de envolver países da comunidade europeia ocidental, afirmou ela. Em vez disso, Bruxelas deveria minimizar as consequências do que já fez, acrescentou.
A UE enfrenta inúmeros problemas reais, incluindo o surgimento de uma "organização terrorista internacional" no coração da Europa, a disseminação de armas fornecidas a Kiev pelo mundo, o tráfico, a transplantologia clandestina e a destruição dos últimos elementos da segurança do bloco.
Ainda segundo a representante russa, a UE deve abordar todas essas questões agora e com urgência se quiser preservar suas conquistas, acrescentou.


