"As reuniões realizadas demonstram o interesse de um grande grupo de investidores estrangeiros. Em que consiste esse interesse? Em primeiro lugar, na aquisição de nossos recursos, na estabilidade dos fornecimentos e no fato de que nossos hidrocarbonetos não passam pelo estreito de Ormuz nem pelo canal de Suez, podendo ser transportados diretamente para a Ásia", afirmou o diretor da entidade, Mikhail Kuznetsov, em entrevista à Sputnik.
Segundo ele, os interesses variam de acordo com o país. "Alguns investidores têm interesse científico, como o Brasil; interesse climático, como a Índia. Outros têm interesse puramente pragmático, como a Coreia do Sul e a China, que buscam aumentar o transporte de cargas. Isso faz parte de uma estratégia voltada à diversificação das rotas de transporte", explicou.
Kuznetsov ressaltou que o interesse internacional pelo Ártico é muito elevado e acrescentou que outra área de interesse é o mercado de tecnologias.
A Rússia desenvolve atualmente a Rota Marítima do Norte, a via de navegação mais curta entre a Europa e a Ásia e o Pacífico. A via tem 5.600 quilômetros de extensão e passa pela costa russa no oceano Glacial Ártico.
Em 22 de agosto, um navio porta-contêineres da empresa sul-coreana PanStar partiu pela primeira vez do porto de Busan, com destino a Roterdã, nos Países Baixos, pela região. Segundo dados oficiais, a rota transportou 37,02 milhões de toneladas de carga em 2025.


