O aumento nos preços do petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio está afetando economicamente não apenas o Irã, mas outros países.
É o que afirmou nesta segunda-feira (7) o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em pronunciamento após uma reunião de gabinete, enfatizando que o governo turco não tem intenção de mudar sua política econômica.
"A conta da guerra, que começou devido às provocações e incitações israelenses, está sendo paga não apenas pelo povo iraniano, mas também pelo mundo inteiro. Enquanto essa abordagem radical não mudar, a tempestade da crise não vai se dissipar", disse Erdogan.
Erdogan observou que vários países, incluindo os EUA, vivenciam um aumento nos preços do petróleo. Ao mesmo tempo, o líder turco destacou que a Turquia continua a manter sua trajetória de desenvolvimento e crescimento econômico. Ele citou o programa econômico de médio prazo publicado no domingo (6) como um exemplo dessa continuidade.
O presidente turco enfatizou que, apesar das dificuldades atuais, as autoridades não pretendem abandonar as políticas focadas na produção e no investimento e prometeu manter um curso decisivo no combate à inflação.
Em 6 de setembro, o vice-presidente turco, Cevdet Yılmaz, ao apresentar o programa de médio prazo atualizado, anunciou que as autoridades elevaram a previsão de inflação anual para 2026 de 16% para 28,4%.
Em 5 de setembro, o Comando Central do Pentágono informou que as forças norte-americanas atacaram três petroleiros iranianos perto da Ilha de Kharg, perto de Jask e no golfo de Omã. Em retaliação, as forças iranianas atacaram três petroleiros ligados aos EUA no estreito de Ormuz, e posteriormente o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) informou que lançou ataques com mísseis balísticos contra um porta-aviões e um destróier americanos.
Nesta segunda-feira, a Bloomberg noticiou que a Goldman Sachs prevê que os preços do petróleo subam para US$ 120 por barril (cerca de R$ 615) caso os ataques a petroleiros no Oriente Médio aumentem.


