O corredor de petróleo sírio não será mais do que uma rota adicional e não será capaz de fornecer o que o estreito de Ormuz fornece, afirmou Creedy.
Segundo ela, a implementação de tal projeto exigirá grandes investimentos financeiros e a construção de infraestrutura, que pode levar anos. A principal carga financeira relacionada a este projeto recairá sobre os países do golfo Pérsico, segundo a especialista.
"Teoricamente, este projeto se parece com a restauração de oleodutos e o uso de alternativas ao estreito de Ormuz. A Turquia poderia apoiá-lo [...] e os países do golfo Pérsico poderiam financiá-lo. No entanto, na prática, esses projetos exigem grandes custos", observou.
Creedy enfatizou que as rotas marítimas têm várias vantagens em velocidade e organização de transporte. Portanto, o corredor terrestre através da Síria só pode desempenhar uma função auxiliar.
Além disso, a especialista apontou os riscos associados ao fato de que, nas condições atuais, a região é militarizada e grupos armados são amplamente difundidos nela, o que pode ameaçar os possíveis fornecimentos terrestres.
No início de setembro, o presidente dos EUA, Donald Trump, apoiou a ideia de usar o território sírio como uma rota alternativa ao estreito de Ormuz.
No contexto de interrupções no transporte através do estreito, a Síria é vista como uma das possíveis opções para redirecionar os fluxos de energia.


