Especialistas e equipamentos médicos: China envia 3º lote de ajuda ao Nepal após avalanche — Insubornavel

Especialistas e equipamentos médicos: China envia 3º lote de ajuda ao Nepal após avalanche

Por Bruno Falci03/09/2026 às 15:035 visualizações
Materiais de ajuda emergencial enviados pela China chegam a Katmandu, no Nepal, após o desastre provocado pelo colapso de uma geleira em 26 de agosto.
Materiais de ajuda emergencial enviados pela China chegam a Katmandu, no Nepal, após o desastre provocado pelo colapso de uma geleira em 26 de agosto.
Brasil de Fato

A China enviou nesta quinta-feira (3) o terceiro lote de ajuda emergencial ao Nepal após deslizamentos e inundações atingirem a fronteira entre os dois países em 26 de agosto. O carregamento chegou a Katmandu a bordo de um avião Y-20 e inclui tendas, cobertores, equipamentos para conservação de corpos, roupas de proteção médica e equipamentos de comunicação por satélite.

No mesmo voo, um novo grupo de especialistas chineses em identificação por DNA viajou ao país para apoiar as autoridades nepalesas na identificação das vítimas.

Na véspera, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, havia informado que o terceiro lote estava sendo preparado “com base no pedido do Nepal”. Entre os itens estavam previstos pontes Bailey, refrigeradores mortuários, materiais de prevenção de epidemias e equipamentos de comunicação de emergência, além de especialistas em identificação por DNA.

Guo afirmou que “a China continuará a fornecer assistência emergencial e a realizar cooperação internacional de busca e resgate de acordo com as necessidades do Nepal”.

Especialistas chineses participam da operação de assistência ao Nepal durante o embarque de equipamentos e suprimentos para as áreas atingidas pelo desastre
Especialistas chineses participam da operação de assistência ao Nepal durante o embarque de equipamentos e suprimentos para as áreas atingidas pelo desastre — Embaixada da China no Nepal
Especialistas chineses participam da operação de assistência ao Nepal durante o embarque de equipamentos e suprimentos para as áreas atingidas pelo desastre. Crédito: Embaixada da China no Nepal

Mais de 55 toneladas de materiais enviados

A primeira remessa chegou ao Nepal em 30 de agosto. Dois aviões Y-20 transportaram 50 toneladas de ajuda, distribuídas em 13.200 itens, entre tendas, cobertores, sacos de dormir, alimentos de emergência e kits de primeiros socorros. A operação também levou especialistas chineses em resgate de túneis e equipamentos para buscas em estruturas subterrâneas.

Em 1º de setembro, outro Y-20 levou cerca de 5,8 toneladas de equipamentos. A carga incluía drones, instrumentos e reagentes para identificação por DNA, sistemas de purificação de água e equipamentos de iluminação. Cinco especialistas chineses em identificação genética viajaram no mesmo avião.

Somados, os dois primeiros lotes representam 55,8 toneladas de materiais. O peso da terceira remessa ainda não foi divulgado.

A assistência inclui ainda recursos financeiros. Pequim anunciou US$ 2 milhões em ajuda emergencial ao governo nepalês. A Sociedade da Cruz Vermelha da China destinou outros US$ 200 mil ao fundo de auxílio para as vítimas do desastre. No total, são US$ 2,2 milhões, cerca de R$ 11,2 milhões.

Ao anunciar a ampliação da assistência, Guo Jiakun afirmou que “prestar assistência emergencial às áreas afetadas pelo desastre no Nepal e realizar cooperação internacional de resgate e assistência humanitária é uma importante decisão política da China e demonstra nossa amizade com o Nepal”.

Apoio técnico e reconstrução

A atuação chinesa não se limita ao envio de materiais. Pequim compartilhou imagens das áreas atingidas, dados de satélite e informações hidrológicas com o Nepal, incluindo dados sobre os riscos associados a lagos represados após os deslizamentos.

A Administração Meteorológica da China passou a fornecer monitoramento, previsões e alertas meteorológicos ao Nepal. Os dois países também realizaram consultas técnicas por videoconferência e compartilharam informações para apoiar as operações de emergência. A China disponibilizou ainda uma versão personalizada do sistema meteorológico MAZU, baseado em inteligência artificial e integrado a dados dos satélites Fengyun e de observações terrestres.

Do lado chinês da fronteira, na região de Gyirong, as operações de emergência continuam. Mais de 2.300 profissionais participam dos trabalhos, apoiados por mais de 400 veículos de busca e resgate e mais de 8 mil equipamentos especializados. As equipes realizaram mais de 800 voos de drones e 24 operações com helicópteros.

As autoridades chinesas informaram ainda que 5,43 toneladas de materiais e equipamentos foram lançadas por via aérea em áreas isoladas. Doze estações de telecomunicações foram restauradas, e a rodovia G216, principal acesso terrestre ao porto de Gyirong, foi praticamente recuperada em 2 de setembro. A reabertura permite a entrada de máquinas pesadas e o avanço das operações.

Fonte
Brasil de Fato
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