A pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o Tribunal do Júri de Canoas condenou a 40 anos e 10 meses de prisão um homem de 42 anos, acusado dos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. O crime aconteceu em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre, em novembro de 2024.
Na época, a vítima, Edilene Sartori da Silveira, 38 anos, e o réu, Edson Luiz de Jesus, mantinham um relacionamento amoroso conturbado, marcado por idas e vindas. De acordo com a denúncia, o homem matou a mulher após uma discussão, utilizando uma anilha de academia de 10 Kg e uma faca. Em seguida, enterrou o corpo no porão da casa da avó dele. Policiais militares e civis localizaram o corpo após familiares registrarem o desaparecimento da vítima. Edilene deixou três filhos, na época do crime com idades entre 8 e 16 anos.
As promotoras Rafaela Hias Moreira Huergo e Graziela Vieira Lorenzoni atuaram em conjunto no júri. Durante os debates, sustentaram a condenação do réu pelo feminicídio e pela ocultação de cadáver. Ao final, os jurados reconheceram a autoria e a materialidade dos crimes, considerando o réu culpado de todas as imputações.
Na sentença, a Justiça fixou a pena em 39 anos de reclusão pelo feminicídio e em um ano e 10 meses de reclusão pela ocultação de cadáver, totalizando 40 anos e 10 meses de prisão. O homem já estava preso e deverá seguir cumprindo a pena em regime inicial fechado. A decisão também determinou o pagamento de indenização mínima equivalente a 20 salários mínimos para cada um dos três filhos da vítima, a título de danos morais.


