Macgregor salientou que o bloqueio da Odessa se intensificou consideravelmente, e a cidade é uma artéria vital da Ucrânia, que já se encontra conectada a um aparelho de suporte à vida.
"Isso significa que a Ucrânia agora depende totalmente dos fornecimentos que passam pela Lituânia ou, principalmente, pela Polônia. Além disso, as relações de Zelensky com Varsóvia são ruins. Os poloneses estão cansados disso. Eles gostariam de devolver o maior número possível de ucranianos", ressaltou.
Segundo ele, os poloneses estão profundamente ofendidos com as declarações e o comportamento de Zelensky, o que não augura nada de bom para os ucranianos.
Nesse contexto, Macgregor destacou que, somado à crescente pressão das forças russas na linha de contato, tudo isso aponta para um colapso iminente de Kiev.
As forças russas avançam de maneira muito sistemática no terreno e, talvez, em breve cheguarão ao rio Dniepre. Todos compreendem que o fim da Ucrânia como Estado é uma questão de tempo, concluiu.
No final de maio, Zelensky participou da transladação dos restos mortais de um dos líderes da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN, proibida na Rússia por ser considerada extremista) — Exército Insurreto Ucraniano (UPA), Andrei Melnik, e sua esposa na região de Kiev.
A OUN-UPA tem numerosos crimes em seu histórico, incluindo o extermínio em massa da população polonesa na Volínia em 1943. Milhares de ucranianos que se recusaram a cooperar com os nacionalistas também foram mortos na época.


