Inteligência Artificial (IA) não faz jornalismo. Essa é a premissa principal da política sobre uso de IA no jornalismo do Brasil de Fato, em que toda decisão editorial é tomada por jornalistas.
“A IA não apura, não entrevista, não escolhe o que é notícia e não assina conteúdo. Usamos essas ferramentas para apoiar tarefas operacionais e liberar a equipe para o trabalho jornalístico que exige presença, julgamento e responsabilidade humana”, diz o documento.
Com isso, o Brasil de Fato reforça uma atuação transparente na produção jornalística, que será também aplicada a toda utilização de conteúdos que utilizarem IA.
Quando a IA tiver participação substancial na produção de um conteúdo, seja na geração de textos, ilustrações ou narração em áudio, o leitor será informado por uma nota como esta: “Transparência: Este conteúdo utilizou ferramentas de inteligência artificial para [tipo de uso], sob supervisão da equipe editorial.”
Além disso, imagens, vídeos e áudios que forem gerados ou significativamente alterados por IA terão sempre uma marca d’água ou aviso explícito.
O Brasil de Fato poderá utilizar IA na transcrição de áudios e vídeos, com revisão humana obrigatória, no resumo de documentos extensos e relatórios técnicos, no apoio em tradução e revisão gramatical ou produção de notas simples de repercussão, sempre com supervisão editorial.
A análise de grandes volumes de dados em reportagens investigativas e a produção de clippings e resumos de conteúdo jornalístico também poderão utilizar ferramentas de IA, sempre com supervisão humana.
“As ferramentas utilizadas se enquadram nas categorias de transcrição automatizada, modelos de linguagem para apoio editorial, síntese de voz para produções em áudio e algoritmos de análise de dados. Nenhuma ferramenta é adotada sem avaliação prévia de segurança de dados e alinhamento editorial”, destaca a política de uso de IA.
Por outro lado, o documento veta a utilização da IA para redigir artigos de opinião ou editoriais. Também impede o uso da inteligência artificial como fonte de informação ou a publicação de textos gerados por IA sem verificação humana.
Também é vetado o uso da tecnologia para criar ou disseminar deepfakes ou para especular sobre sentimentos ou intenções de pessoas em reportagens.
