"Hoje, por determinação do presidente Javier Milei, o Ministério das Relações Exteriores da Argentina iniciou o processo de imposição de sanções contra 45 pessoas e entidades em conexão com supostas atividades relacionadas à exploração e produção de hidrocarbonetos em nossas Malvinas [Ilhas Falkland]", informou o gabinete.
O órgão classificou as sanções como um ato de justiça para aqueles que lutaram e deram a vida pelo país. Na última quinta (3), Milei anunciou uma série de medidas para reforçar a defesa da soberania argentina sobre a região, em resposta ao avanço do projeto de exploração de petróleo Sea Lion, que estaria sendo conduzido sem autorização do governo argentino.
Em comunicado oficial, o governo argentino afirmou que Milei determinou a assinatura de um decreto regulamentar e o envio ao Congresso de um projeto de lei denominado Lei de Defesa da Soberania Nacional.
Segundo o texto, a exploração de petróleo nas Malvinas representa uma ameaça concreta à soberania argentina e pode estimular o Reino Unido a aprofundar sua presença nas ilhas e continuar explorando recursos naturais da região. Nesse sentido, o presidente argentino falou em endurecer as sanções contra companhias não autorizadas do setor petroleiro que avançarem na região.
No documento, o governo ressalta que recuperar a soberania argentina sobre as Malvinas, como entende a Сonstituição do país, é um objetivo irrenunciável do povo. E acrescenta: "O Estado argentino tem a obrigação de utilizar todas as ferramentas diplomáticas, econômicas, judiciais e legais disponíveis para defender nossa soberania e nossos recursos".
Argentina e Reino Unido mantêm há décadas uma disputa pela soberania das Ilhas Malvinas. Em 1982, os dois países travaram uma guerra que durou várias semanas e terminou com a derrota de Buenos Aires.
Em março de 2013, as ilhas realizaram um referendo no qual 99,8% dos participantes votaram pela permanência como território ultramarino do Reino Unido. A Argentina não reconheceu o resultado da votação.


