Durante a sanção de medidas relacionadas a fundos do sistema de Justiça, o chefe do Executivo federal não citou o nome de nenhum servidor, mas ressaltou que, enquanto presidente da República, tem a responsabilidade de fazer um esforço sobrenatural para que a sociedade brasileira não perca a esperança, a fé e a credibilidade nas instituições.
O presidente também dividiu a responsabilidade do tema com os órgãos da Justiça brasileira. Segundo Lula, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) estão sob muita expectativa da sociedade brasileira, e é responsabilidade do presidente da Suprema Corte, ministro Edson Fachin, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, passar o mínimo de tranquilidade ao povo brasileiro, "sem esconder absolutamente nada".
"O que não podemos, nesse país, é oficializar a indústria das fake news, a indústria dos vazamentos seletivos por interesses políticos ou econômicos. Se a gente não der uma parada nisso, a gente vai perder a credibilidade que queremos que a sociedade tenha na Justiça."
Em pronunciamento feito na quinta-feira (3), Lula já havia destacado a crise nas instituições e pedido um processo íntegro nas investigações feitas pelo STF. Assim como no discurso de ontem, o presidente voltou a defender uma reforma no Judiciário.
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Lula destacou que teve "prazer e orgulho" de ter sido presidente durante a primeira reforma do Judiciário, mencionando a atuação de Márcio Thomaz Bastos no Ministério da Justiça, e de Nelson Jobim na presidência do Supremo e pretende voltar a discutir diretrizes.
Vazamentos envolvendo o Master
Nesta semana, diversos vazamentos publicados pela imprensa brasileira revelaram intimidades dos ministros do STF Alexandre de Moraes e André Mendonça com Daniel Vorcaro. Ambos trocaram mensagens diretamente com ele ou com pessoas próximas, a fim de encontrar o dono do Banco Master.
Além dos ministros, foram reveladas relações de Vorcaro com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Anteriormente, trocas de mensagens entre o banqueiro e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, já haviam sido reveladas. Na ocasião, Flávio cobrava cerca de R$ 130 milhões para investir no filme autobiográfico do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.


