Em junho, indústria recua em 12 dos 15 locais pesquisados

Por Licia Rubinstein10/08/2026 às 17:240 visualizações
Agencia IBGE

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Em junho de 2026, a produção industrial nacional mostrou queda de 1,8% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, com doze dos quinze locais pesquisados registrando resultados negativos.

O Amazonas (-11,3%) registrou o recuo mais acentuado do mês, com redução de dois dígitos. O resultado foi pressionado, em grande parte, pela maior ocorrência de férias coletivas em várias unidades produtivas de diferentes setores. Vale ressaltar que a queda observada em junho de 2026 foi a mais elevada para o estado desde março de 2024 (-13,3%) e eliminou o avanço de 1,7% verificado no último mês de maio.

Espírito Santo (-3,4%), São Paulo (-3,2%) e Ceará (-2,9%) também assinalaram recuos mais intensos do que a média nacional (-1,8%), enquanto Santa Catarina (-1,8%), Goiás (-1,7%), Minas Gerais (-1,3%), Pará (-1,3%), Rio de Janeiro (-1,0%), Paraná (-0,8%), Pernambuco (-0,7%) e Região Nordeste (-0,5%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas em junho de 2026.

Por outro lado, Rio Grande do Sul (3,7%) registrou a expansão mais elevada neste mês e eliminou a perda de 3,5% acumulada nos meses de maio e abril de 2026. Bahia (2,7%) e Mato Grosso (1,6%) também mostraram resultados positivos no mês.

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para o total da indústria mostrou queda de 0,5% no trimestre encerrado em junho de 2026 frente ao nível do mês anterior e interrompeu a trajetória ascendente iniciada em janeiro de 2026.

Em relação ao movimento deste índice, nove dos quinze locais pesquisados apontaram taxas negativas neste mês, com destaque para os recuos mais acentuados registrados por Amazonas (-3,8%), Pará (-2,8%) e Mato Grosso (-2,3%). Por outro lado, Ceará (0,8%), Paraná (0,4%) e Santa Catarina (0,2%) assinalaram os avanços em junho de 2026.

Indicadores Conjunturais da Indústria
Resultados Regionais
Junho de 2026
Locais  Variação (%)
Junho 2026/
Maio 2026*
Junho 2026/
Junho 2025
Acumulada
Janeiro-Junho
Acumulada
em 12 Meses
Amazonas -11,3 -10,0 -3,8 -2,1
Pará -1,3 -5,1 -1,7 -2,9
Região Nordeste -0,5 -4,2 -0,2 0,2
Maranhão - -7,6 -6,4 -5,7
Ceará -2,9 -0,1 -3,0 -1,7
Rio Grande do Norte - -0,9 -13,1 -9,4
Pernambuco -0,7 -5,2 10,9 6,4
Bahia 2,7 -3,9 -4,9 -2,4
Minas Gerais -1,3 -2,6 0,6 0,6
Espírito Santo -3,4 12,2 20,2 20,1
Rio de Janeiro -1,0 6,3 7,5 7,2
São Paulo -3,2 -0,9 -0,6 -1,8
Paraná -0,8 2,8 -0,6 -1,2
Santa Catarina -1,8 1,9 -1,7 -0,5
Rio Grande do Sul 3,7 10,5 3,6 3,0
Mato Grosso do Sul - 0,9 4,5 -6,1
Mato Grosso 1,6 6,1 4,1 -2,9
Goiás -1,7 2,2 1,8 2,9
Brasil -1,8 1,7 1,5 0,7
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas

Frente a junho de 2025, o setor industrial avançou 1,7% em junho de 2026, com oito dos dezoito locais pesquisados apresentando expansão na produção. Vale citar que junho de 2026 (21 dias) teve um dia útil a mais que igual mês do ano anterior (20).

Espírito Santo (12,2%) e Rio Grande do Sul (10,5%) assinalaram expansões de dois dígitos e as mais acentuadas neste mês, impulsionados, principalmente, pelo comportamento positivo observado nas atividades de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural), no primeiro local; e de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis, carrocerias para ônibus, reboques e semirreboques e autopeças), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (gasolina automotiva, óleo diesel, óleos combustíveis e gás liquefeito de petróleo), produtos alimentícios (sucos concentrados de frutas – exceto de laranja, carnes e miudezas de aves congeladas, carnes de suínos e de bovinos frescas e refrigeradas, rações, tortas, bagaços e farelos da extração do óleo de soja e produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de suínos) e produtos de metal (partes, peças e acessórios para armas de fogo, guarnições, ferragens e artefatos semelhantes para móveis, facas de mesa, artefatos de alumínio de uso doméstico e construções pré-fabricadas de metal), no segundo.

Rio de Janeiro (6,3%), Mato Grosso (6,1%), Paraná (2,8%), Goiás (2,2%) e Santa Catarina (1,9%) também registraram avanços mais intensos do que a média nacional (1,7%), enquanto Mato Grosso do Sul (0,9%) completou o conjunto de locais com crescimento na produção no índice interanual de junho de 2026.

Por outro lado, Amazonas (-10,0%) e Maranhão (-7,6%) assinalaram os recuos mais elevados em junho de 2026, pressionados, em grande parte, pelas atividades de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (televisores, terminais de autoatendimento bancário, telefones celulares e aparelhos para recepção, conversão, emissão e transmissão de imagens ou outros dados) e outros equipamentos de transporte (motocicletas e suas peças e acessórios), no primeiro local; e de produtos alimentícios (pães, bolos, doces e outros produtos similares produzidos em padarias e confeitarias, carnes de bovinos frescas, refrigeradas ou congeladas, sobremesas prontas para consumo e arroz) e indústrias extrativas (minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural), no segundo.

Pernambuco (-5,2%), Pará (-5,1%), Região Nordeste (-4,2%), Bahia (-3,9%), Minas Gerais (-2,6%), São Paulo (-0,9%), Rio Grande do Norte (-0,9%) e Ceará (-0,1%) registraram os demais resultados negativos no índice interanual de junho de 2026.

No índice acumulado para janeiro-junho de 2026, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial assinalou avanço de 1,5%, com resultados positivos em oito dos dezoito locais pesquisados.

Espírito Santo (20,2%) e Pernambuco (10,9%) assinalaram avanços de dois dígitos e os mais acentuados neste índice. Rio de Janeiro (7,5%), Mato Grosso do Sul (4,5%), Mato Grosso (4,1%), Rio Grande do Sul (3,6%) e Goiás (1,8%) também registraram avanços mais intensos do que a média nacional (1,5%), enquanto Minas Gerais (0,6%) completou o conjunto de locais com crescimento na produção no índice acumulado no ano.

Por outro lado, Rio Grande do Norte (-13,1%) assinalou recuo de dois dígitos e o mais elevado no índice acumulado para o período janeiro-junho de 2026, pressionado, principalmente, pelo comportamento negativo vindo da atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel). Maranhão (-6,4%), Bahia (-4,9%), Amazonas (-3,8%), Ceará (-3,0%), Santa Catarina (-1,7%), Pará (-1,7%), Paraná (-0,6%), São Paulo (-0,6%) e Região Nordeste (-0,2%) também mostraram resultados negativos no índice acumulado para os seis primeiros meses de 2026.

No confronto do resultado do primeiro trimestre do ano com o do período abril-junho de 2026, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, nove dos dezoito locais pesquisados mostraram ganho de dinamismo, acompanhando, assim, o movimento observado no total nacional, que passou de 1,4% para 1,5%.

Em termos regionais, Rio Grande do Norte (de -19,2% para -6,7%), Ceará (de -5,7% para -0,4%), Goiás (de -0,7% para 3,8%), Santa Catarina (de –3,8% para 0,3%), Paraná (de -2,2% para 0,9%) e Bahia (de -6,4% para -3,4%) apontaram os ganhos mais acentuados.

Por outro lado, Pernambuco (de 29,7% para -3,5%), Mato Grosso do Sul (de 9,5% para 0,1%), Pará (de 1,5% para -4,4%), Região Nordeste (de 2,6% para -2,9%), Espírito Santo (de 22,7% para 18,0%) e Maranhão (de -4,2% para -8,5%) assinalaram as principais perdas entre os dois períodos.

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao avançar 0,7% em junho de 2026, permaneceu com resultado positivo e registrou ligeiro ganho de ritmo frente ao índice de maio de 2026 (0,4%). Em termos regionais, sete dos dezoito locais pesquisados registraram taxas positivas em junho de 2026 e sete apontaram maior dinamismo frente aos índices de maio último.

Mato Grosso do Sul (de -8,5% para -6,1%), Rio Grande do Norte (de -11,4% para -9,4%), Mato Grosso (de -4,4% para -2,9%) e Rio Grande do Sul (de 1,8% para 3,0%) assinalaram os ganhos mais acentuados entre maio e junho de 2026, enquanto Amazonas (de -0,8% para -2,1%), Pernambuco (de 7,5% para 6,4%), Região Nordeste (de 0,9% para 0,2%) e Espírito Santo (de 20,6% para 20,1%) mostraram as principais perdas entre os dois períodos.

Saiba mais sobre a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física – Divulgação Regional – PIM-PF:

A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional, e para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.

Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE. A próxima divulgação da PIM Regional, referente a julho de 2026, está prevista para 10 de setembro.

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