Em junho, vendas no varejo crescem 0,5%

Por Helga Szpiz12/08/2026 às 17:230 visualizações
Agencia IBGE

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Em junho de 2026, o volume de vendas no comércio varejista cresceu 0,5% frente a maio, na série livre de influências sazonais, após variação de[LG1.1] 0,3% em maio de 2026. Com isso, a média móvel trimestral variou -0,3% no trimestre encerrado em junho de 2026 após apresentar variação de -0,2% no trimestre encerrado em maio de 2026.

Período Varejo Varejo Ampliado
Volume de vendas Receita nominal Volume de vendas Receita nominal
Junho / Maio* 0,5 1,0 -1,0 -0,6
Média móvel trimestral* -0,3 0,8 -0,7 -0,2
Junho 2026 / Junho 2025 2,9 7,0 4,9 8,1
Acumulado 2026 1,9 4,7 1,9 3,9
Acumulado 12 meses 1,6 4,9 0,8 3,4
*Série COM ajuste sazonal    
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas 

Frente a junho de 2025, o volume de vendas do varejo cresceu 2,9%, após variação de 0,4% em maio. No ano, o varejo acumula alta de 1,9% e, nos últimos 12 meses, de 1,6%.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças; Material de construção e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas em junho mostrou queda de –1,0% frente ao mês imediatamente anterior, após variar -0,3% em maio de 2026. Com isso, a média móvel trimestral para o varejo ampliado caiu -0,7% no trimestre encerrado em junho de 2026, após registrar recuo de 0,4% no trimestre encerrado em maio.

Frente ao mesmo mês de 2025, o varejo ampliado cresceu 4,9% após recuo de –0,6% em maio de 2026. No ano, o indicador avança 1,9% e, nos últimos 12 meses, 0,8%.

A alta no volume de vendas do comércio varejista na passagem de maio para junho de 2026, na série com ajuste sazonal, teve equilíbrio entre taxas positivas e negativas. No campo positivo, destacaram-se Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,4%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%), Móveis e eletrodomésticos (0,4%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,2%).

No campo negativo, figuraram Livros, jornais, revistas e papelaria (-9,9%), Tecidos, vestuário e calçados (-2,6%), Combustíveis e lubrificantes (-1,7%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,3%). No comércio varejista ampliado, Veículos e motos, partes e peças (-1,5%), Material de construção (-3,5%) tiveram queda.

Tabela 1 - BRASIL - INDICADORES DO VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES:
 Junho 2026
ATIVIDADES MÊS/MÊS ANTERIOR (1) MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR ACUMULADO
Taxa de
Variação (%)
Taxa de
Variação (%)
Taxa de
Variação (%)
ABR MAI JUN ABR MAI JUN NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) -1,5 0,3 0,5 1,0 0,4 2,9 1,9 1,6
1 - Combustíveis e lubrificantes -6,1 1,0 -1,7 1,7 2,0 1,5 2,1 1,5
2 - Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo 1,4 -1,4 1,1 0,9 -0,4 2,2 1,3 0,7
       2.1 - Super e hipermercados 1,6 -1,6 1,1 0,8 -0,4 2,1 1,3 0,8
3 - Tecidos, vest. e calçados -0,1 3,2 -2,6 -2,8 3,6 -1,7 -0,2 -1,2
4 - Móveis e eletrodomésticos -1,1 3,2 0,4 2,6 2,0 7,5 3,8 4,5
       4.1 - Móveis - - - -3,4 -1,4 2,7 -2,4 -3,7
       4.2 - Eletrodomésticos - - - 4,7 3,5 9,4 6,1 7,5
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria -0,1 1,3 0,2 4,5 2,5 6,2 4,6 5,1
6 - Livros, jornais, rev. e papelaria 3,8 16,1 -9,9 0,0 22,6 12,6 4,2 2,8
7 - Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação -4,2 -1,7 -1,3 6,7 -4,1 2,2 5,5 7,1
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico -4,6 0,2 2,4 -3,0 -2,7 5,0 1,2 1,7
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) -0,7 -0,3 -1,0 1,4 -0,6 4,9 1,9 0,8
9 - Veículos e motos, partes e peças -0,5 1,8 -1,5 2,7 2,1 11,6 2,8 -1,2
10- Material de construção -3,3 2,3 -3,5 -0,4 -1,7 0,6 -0,8 -1,8
11- Atacado Prod.Alimen.,Beb. e Fumo       2,1 -7,9 7,5 1,9 1,8
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas       
(1) Séries com ajuste sazonal. (2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8.     (3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10     
   

Frente a junho de 2025, sete atividades registram crescimento

Na comparação entre junho de 2026 com o mesmo mês do ano anterior, houve sete atividades no campo positivo e uma no campo negativo para o varejo: Livros, jornais, revistas e papelaria (12,6%), Móveis e eletrodomésticos (7,5%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (6,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (5,0%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,2%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,2%), Combustíveis e lubrificantes (1,5%) e Tecidos, vestuário e calçados (-1,7%).

Tabela 2 - BRASIL - INDICADORES DA RECEITA NOMINAL DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES:
Junho 2026
ATIVIDADES MÊS/MÊS ANTERIOR (1) MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR ACUMULADO
Taxa de
Variação (%)
Taxa de
Variação (%)
Taxa de
Variação (%)
ABR MAI JUN ABR MAI JUN NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) 1,1 0,2 1,0 4,2 4,4 7,0 4,7 4,9
1 - Combustíveis e lubrificantes -2,1 -1,1 -1,9 13,6 12,4 12,0 9,0 5,9
2 - Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo 2,8 -0,8 1,7 2,8 3,0 5,7 3,3 4,0
       2.1 - Super e hipermercados 3,6 -2,0 2,0 2,7 3,0 5,6 3,3 4,1
3 - Tecidos, vest. e calçados 0,1 6,3 -4,7 0,5 7,2 1,3 3,4 2,6
4 - Móveis e eletrodomésticos 0,1 2,1 0,9 0,3 0,8 6,4 1,7 2,6
       4.1 - Móveis - - - -1,3 0,9 5,4 0,1 -0,9
       4.2 - Eletrodomésticos - - - 0,9 0,7 6,7 2,3 3,8
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria -0,1 1,9 0,4 9,8 7,7 11,1 10,0 10,2
6 - Livros, jornais, rev. e papelaria -0,6 25,0 -8,1 2,9 26,3 16,4 7,9 7,2
7 - Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação -3,9 -0,4 -1,4 7,4 -2,0 4,0 5,3 6,0
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico -4,2 0,4 3,0 1,1 2,0 9,6 5,4 6,0
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) -0,2 0,3 -0,6 3,6 2,3 8,1 3,9 3,4
9 - Veículos e motos, partes e peças -0,7 1,6 -2,7 3,3 2,1 11,5 3,3 0,1
10- Material de construção -1,8 2,9 -3,1 3,7 2,8 5,8 3,1 1,7
11- Atacado Prod.Alimen.,Beb. e Fumo       1,2 -6,3 9,8 1,4 2,4
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas      
 (1) Séries com ajuste sazonal.           
       

O setor de Livros, jornais, revistas e papelaria apresentou alta de 12,6% nas vendas frente a junho de 2025, após crescimento de 22,6% em maio. O resultado representou a maior amplitude positiva desde setembro de 2022 (31,0%). Na leitura mês contra mesmo imediatamente anterior, dessazonalizada, a atividade caiu -9,9% na passagem de maio para junho, registrando a maior queda desde fevereiro de 2025 (-17,3%) e devolvendo parte do crescimento do mês anterior (16,1% em maio). No acumulado do ano, a atividade acumula alta de 2,9% e, nos últimos 12 meses, de 1,8%.

A atividade de Móveis e eletrodomésticos registrou alta de 7,5% na comparação com junho de 2025, quarto mês seguido de crescimento. O resultado interanual representou a terceira maior contribuição para a formação do indicador global, somando 0,5 p.p. ao total de 2,9% o varejo. Frente ao mês imediatamente anterior, já descontados os efeitos sazonais, o resultado foi variação de 0,4%, segundo mês no campo positivo (3,2% em maio) após cinco meses de indicadores negativos. O resultado acumulado aponta alta de 3,8% no semestre; em 12 meses, os ganhos são de 4,5% em relação ao período anterior.

O grupamento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria teve alta de 6,2% na comparação com junho de 2025, acima do valor registrado em maio (2,5%). Na comparação mês contra mesmo mês do ano anterior, o setor tem a série mais longeva em termos de resultados positivos consecutivos, atingindo 40 meses de crescimento ininterrupto (a última queda foi em fevereiro de 2023: -0,5%). Além disso, a atividade teve a segunda maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo em junho, somando 0,7 p.p. ao total de 2,9%. O indicador teve ainda variação positiva de 0,2% entre maio e junho, após crescimento de 1,3% em maio. No período acumulado, a atividade registra alta de 4,6% no semestre, enquanto nos últimos 12 meses mostra alta de 5,1%.

No segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que é composto por lojas de departamento, artigos esportivos, brinquedos e joalherias, entre outros, as vendas tiveram avanço de 5,0% na comparação com junho de 2025. Esse resultado interrompe dois meses consecutivos de retração, com quedas de 3,0% em abril e 2,7% em maio. Em junho de 2026, as vendas ficaram 2,4% acima do patamar de maio, na série livre de influências sazonais. No semestre, o saldo mostra alta de 1,2%; no acumulado em 12 meses, o resultado também indica ganhos em relação ao mesmo período anterior: 1,7%.

O setor de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceu 2,2% na comparação de junho de 2026 com o mesmo mês de 2025, retomando crescimento após variar em -0,4% em maio. A atividade teve a maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo, somando 1,2 p.p. ao total de 2,9%. Frente a maio de 2026, o setor apresentou alta de 1,1% nas vendas na série dessazonalizada. O setor vem experienciando volatilidade na margem, alternando resultados positivos e negativos ao longo de 2026: 1,4% em fevereiro, -1,3% em março, 1,4% em abril e -1,4% em maio. No semestre, a atividade acumula ganhos de 1,3% em relação ao primeiro semestre de 2025. Nos últimos 12 meses, também há ganhos: 0,7%.

A atividade de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação registrou alta de 2,2% na comparação com junho de 2025, depois de queda de 4,1% em maio. Frente ao mês imediatamente anterior, o setor registrou queda de 1,3%, já descontados os efeitos sazonais. Na margem, o primeiro semestre de 2026 teve predominância de resultados negativos: apenas março houve crescimento 4,6%). Os demais foram de queda, sendo janeiro a de maior amplitude (-10,2%). O resultado acumulado aponta ganhos de 5,5% no semestre; em 12 meses, a taxa mostra alta de 7,1%.

Para o grupamento de Combustíveis e lubrificantes, houve resultado positivo no indicador interanual pelo quarto mês consecutivo, com altas de 7,8% em março, 1,7% em abril, 2,0% em maio e 1,5% em junho. Entre maio e junho, o resultado foi de queda de –1,7%, invertendo o ponto positivo registrado em maio (1,0%). Considerando o período acumulado, a atividade registra ganhos de 2,1% no semestre e de 1,5% nos últimos doze meses.

No segmento de Tecidos, vestuário e calçados, houve queda de -1,7% frente a junho de 2025. A atividade, inclusive, foi a única a ter contribuição no campo negativo para o resultado do varejo, com -0,1 p.p. na composição da taxa global de 2,9%. Já as vendas em junho de 2026 ficaram -2,6% abaixo do patamar de maio, marcando uma inversão de alta amplitude em relação à passagem de abril para maio, positiva em 3,2%. No semestre, o saldo mostra variação de -0,2%; no acumulado em 12 meses, o resultado indica perdas de 1,2% em relação ao mesmo período anterior.

A leitura positiva apareceu no varejo ampliado para Veículos e motos, partes e peças (11,6%), Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (7,5%) e Material de construção (0,6%).

O setor de Veículos e motos, partes e peças registrou crescimento de 11,6% frente a junho do ano anterior sendo o quarto mês consecutivo, com alta vista também em março (12,5%), abril (2,7%) e maio (2,1%). O segmento representou a maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo ampliado, somando 2,1 p.p. ao total de 4,9%. Em relação a maio, o setor apresentou queda de 1,5%, na leitura mensal dessazonalizada. No semestre, a atividade acumula alta de 2,8% e, nos últimos 12 meses, perdas de 1,2% em relação aos doze meses anteriores.

O grupamento de Material de construção teve variação interanual de 0,6% em junho de 2026, sucedendo queda de -1,7% no mês anterior. Na margem, o segmento caiu -3,5% entre maio e junho. O setor, da mesma forma que Hiper e supermercados, produtos alimentícios e fumo, exibe volatilidade na série dessazonalizada: 1,9% em março; -3,3% em abril; e 2,3% em maio. Considerando o período acumulado, a atividade registra queda de -0,8% no semestre, enquanto nos últimos 12 meses as perdas são -1,8%.

A atividade de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou alta de 7,5% na comparação com junho de 2025, depois de queda de 7,9% em maio. A atividade teve a segunda maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo ampliado, somando 1,0 p.p. ao total de 4,9%. O resultado acumulado aponta alta de 1,9% no semestre; em 12 meses, a taxa é positiva em 1,8%.

Comércio varejista registra avanço em 19 das 27 Unidades da Federação

Na passagem de maio para junho de 2026, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista mostrou crescimento em 19 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Amazonas (3,0%), Espírito Santo (2,6%) e Roraima (2,5%).

Por outro lado, pressionando negativamente figuraram 8 Unidades da Federação, com destaque para: Tocantins (-2,1%), Rio Grande do Sul (-1,6%) e Distrito Federal (-1,0%).

Na mesma comparação, no comércio varejista ampliado, houve resultados negativos em 17 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Espírito Santo (-3,8%), Tocantins (-3,8%) e Distrito Federal (-2,8%).

No lado positivo, figuraram 10 Unidades da Federação, com destaque para: Maranhão (3,5%), Minas Gerais (2,3%), Rio de Janeiro (2,1%) e Acre (2,1%).

Frente a junho de 2025, o comércio varejista mostrou avanço em 24 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Pernambuco (9,5%), Tocantins (9,1%) e Distrito Federal (8,8%).

No lado negativo, figuraram 2 Unidades da Federação: Rondônia (-0,7%) e Amazonas (-0,6%). Mato Grosso mostrou estabilidade (0,0%) na comparação mês contra mesmo mês do ano anterior.

Já no comércio varejista ampliado, a variação entre junho de 2025 e junho de 2026 teve 25 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Pernambuco (13,9%), Bahia (11,4%) e Distrito Federal (9,9%). No campo negativo, as duas Unidades da Federação foram Sergipe (-0,2%) e São Paulo (-0,1%).

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