Brasil e ASEAN: como aproximar mais essa relação? Secretário da Frente Parlamentar explica (VÍDEOS)

04/09/2026 às 13:484 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
Para compreender as nuances dessa interação entre países, a reportagem da Sputnik Brasil conversou com Alex Kawano, secretário-executivo da Frente Parlamentar, que fez uma análise sobre o potencial dessa relação para o desenvolvimento brasileiro.

"O Brasil precisa se apresentar à ASEAN não somente como fornecedor, mas como plataforma de investimentos. Temos grandes projetos de infraestrutura, logística, energia, portos, ferrovias, saneamento, indústria e tecnologia que podem receber capital estrangeiro. O diferencial é oferecer segurança jurídica, projetos estruturados e capacidade de gerar retorno econômico e desenvolvimento regional", disse.

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Kawano também explicou sobre o trabalho que é desenvolvido pela Frente composta por parlamentares tanto do Senado Federal quanto do Congresso Nacional, que atuam através da diplomacia parlamentar a fim de desenvolver o diálogo entre as partes.

"A diplomacia legislativa cria uma relação que vai além dos governos de ocasião. O Congresso pode funcionar como uma ponte institucional. A Frente Parlamentar tem essa característica: ela não substitui o Executivo, a diplomacia ou o setor privado. Ela cria pontes entre essas diferentes estruturas para que as oportunidades possam acontecer", comenta.

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Sudeste Asiático é atrativo para empresas brasileiras

Na cúpula da ASEAN do ano passado, realizada em Kuala Lumpur, na Malásia, o presidente Lula tornou-se o primeiro mandatário brasileiro a participar do evento. Na ocasião, a presença de uma expressiva comitiva de empresários nacionais demonstrou, na visão de Kawano, que os países da região representam uma excelente oportunidade para negócios, apesar dos desafios existentes.

"Nosso objetivo é fazer com que o empresário brasileiro olhe para Singapura, Indonésia, Malásia, Vietnã, Tailândia, Filipinas e os demais países da ASEAN como mercados estratégicos. A Frente pretende continuar ampliando as missões parlamentares e empresariais, aproximando empresários brasileiros de portos, fundos de investimento, empresas, governos e instituições estratégicas da região", destaca.

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Outro ponto levantado pelo secretário-executivo é que a relação com a ASEAN não pode ser baseada apenas em comércio, mas, sim, na questão cultural e educacional, tanto que a Frente Parlamentar mantém o Instituto Ásia-Pacífico, que serve como uma forma de promover o conhecimento e a dinâmica dessas nações asiáticas.

"A relação Brasil–ASEAN não pode ser construída somente em cima de comércio. Precisamos aproximar universidades, centros de pesquisa, estudantes, instituições culturais e o setor de turismo. Precisamos aumentar o conhecimento mútuo e facilitar a criação de roteiros, eventos e iniciativas que aproximem brasileiros e asiáticos", observa.

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Secretário-geral da ASEAN cumpre agenda no Brasil

A recente visita de trabalho do secretário-geral da ASEAN, o cambojano dr. Kao Kim Hourn, ao Brasil reforça essa tendência. Para Alex Kawano, que esteve presente na agenda, a vinda da liderança asiática é um reflexo claro da projeção e da relevância que o mercado brasileiro vem conquistando no Sudeste Asiático.

"A visita do secretário-geral da ASEAN representa um marco na relação entre o Brasil e o Sudeste Asiático. A impressão que ficou é de que o Brasil é visto pela ASEAN como um parceiro estratégico, especialmente pela nossa capacidade produtiva, pelo agronegócio, mercado consumidor e potencial de cooperação em áreas como segurança alimentar, energia e desenvolvimento sustentável", conclui.

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Além da tradicional relação bilateral entre governos centrais, a atuação de outros âmbitos do poder público é fundamental para estreitar laços internacionais. Esse tipo de "diplomacia descentralizada" impulsiona não apenas a economia, mas também setores vitais da sociedade, consolidando pontes culturais e sociais duradouras entre as nações.
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Sputnik Brasil
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