O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), associou imagens do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de atos políticos do Partido dos Trabalhadores (PT) ao termo “invasão de terras” e a palavras como “bandido” e “criminoso”. Diante disso, o vereador belo-horizontino Bruno Pedralva (PT) entrou na justiça por uso indevido de imagens e pedindo direito de resposta.
Ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, Pedralva destaca que Caiado é um “representante daquela velha política do latifúndio, dos coronéis com seus jagunços, que construiu riqueza com base na violência e na expropriação de terras do povo camponês pobre, dos indígenas, do povo brasileiro”.
O vereador destaca que não há qualquer diferença entre Caiado, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e outras tantas figuras que, muitas vezes, aparecem com outras roupagens no mesmo espectro político: a extrema direita. “Representam um retrocesso civilizatório”, define. “Defendem ditadura militar, querem que a política brasileira dê passos para trás no sentido de uma vida com mais dignidade para o povo.”
Segundo ele, a ação tem por objetivo apontar justamente para esse cenário. “É uma oportunidade para a gente desmascarar o que a extrema direita brasileira representa: o latifúndio, o empresariado retrógrado e a injustiça social”, pontua.
“A gente precisa muito combater esse discurso, esse projeto”, afirma. Bruno Pedralva reforça a necessidade de falar à população sobre as realizações do MST e a importância do movimento na luta pela terra. “Eu estou percorrendo Minas Gerais e conhecendo experiências maravilhosas, como as ocupações que são sementes, em Gameleiras, ou já consolidadas, como o quilombo Campo Grande, onde 600 famílias produzem café de qualidade. Isso é exemplo de justiça social e de produção agrícola”, defende.
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