Estreito de Ormuz é ‘coração da guerra’ e onde conflito será decidido politicamente, diz especialista — Insubornavel

Estreito de Ormuz é ‘coração da guerra’ e onde conflito será decidido politicamente, diz especialista

به قلم José Bernardes03/09/2026 às 23:107 بازدید
In this picture obtained from Iran's ISNA news agency on May 4, 2026, the Iran-flagged tugboat Basim sails near a ship anchored in the Strait of Hormuz off Bandar Abbas in southern Iran. Iran's Revolutionary Guards on May 4 denied that any commercial ships had crossed the Strait of Hormuz, after the US military earlier said two US-flagged merchant vessels had transited through the vital waterway.
In this picture obtained from Iran's ISNA news agency on May 4, 2026, the Iran-flagged tugboat Basim sails near a ship anchored in the Strait of Hormuz off Bandar Abbas in southern Iran. Iran's Revolutionary Guards on May 4 denied that any commercial ships had crossed the Strait of Hormuz, after the US military earlier said two US-flagged merchant vessels had transited through the vital waterway.
Brasil de Fato

O Estreito de Ormuz segue fechado e sendo o ponto principal de disputa na guerra entre Estados Unidos e Irã. O governo Donald Trump atacou embarcações da Guarda Revolucionária Iraniana no canal nesta semana, dando continuidade à escalada de tensões dos últimos dias.

Segundo informações do The Wall Street Journal, Trump, no entanto, vem discutindo em privado com assessores se declara encerrada a guerra, que entrou no sétimo mês.

Ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, Ricardo Leães, professor e pesquisador de Relações Internacionais, avalia que os ataques dessa semana foram caracterizados por “alguma racionalidade”, uma vez que notícias indicavam que a navegação no Estreito de Ormuz vem sendo reestabelecida. “A guerra é um jogo de gato e rato. O Irã, em um primeiro momento, conseguiu fechar o estreito, colocou uma série de minas, tem seus drones, suas lanchas que assustaram as embarcações. Só que os EUA não assistiriam a isso inertes, tanto que começaram a atuar na região para tirar minas e encontrar caminhos alternativos”, afirma.

Leães explica que, neste momento, a estratégia iraniana foi voltar a colocar armadilhas em Ormuz dificultando novamente a navegação. Por essa razão, continua o professor, os EUA realizaram esse novo ataque, que teve resposta do governo persa que atingiu bases militares estadunidenses na Jordânia.

Ricardo Leães reforça que as pressões econômicas impostas pelos EUA ao Irã não surtiram efeito e que o Estreito de Ormuz é o “centro de gravidade” do conflito. “É onde está o coração da guerra, é onde será decidida politicamente a guerra. Se o Estreito reabre, o Irã não teria mais condições de pressionar os EUA. Isso não é viável ao Irã diante de seus interesses estratégicos”, avalia.

O especialista também comenta os posicionamentos firmes recentes da China diante do conflito. Na semana passada, a Conferência da Cooperação de Xangai assumiu contornos anti-estadunidenses e um dos países presentes era o Irã. Leães avalia, no entanto, com certa cautela a ideia de que o bloco seja anti-Otan, até porque, reforça o professor, há países bastante heterogêneos na composição do grupo. “Estamos falando de um encontro com quatro potências nucleares que não são ocidentais. Estamos lidando com um mundo em que a China está cada vez mais confortável em assumir uma postura autônoma. Mas China não toma nenhuma medida contra o Ocidente de maneira prévia, apenas responde ao que os EUA fazem”, afirma.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

منبع
Brasil de Fato
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